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Não é sempre que a o superávit de atenção me deixa ter momentos de reflexão que me induzam a algum tipo de contemplação.Mas acontece.

Na realidade, tem sido constantes os momentos nos quais eu abstraio totalmente de tudo o que está acontecendo a minha volta pra mastigar algo que vou deixar pra engolir depois ou pra digerir algo que já engoli anteriormente.

Momentos assim me dão vontade de escrever nas horas mais inoportunas (para mim) e procuro guardar a sensação para traduzir com calma e parcimônia (tem idéias que são como uma injeção: se aplicadas muitos rápidamente, causam dor e desconforto mesmo que seja para um bem posterior)

Estava pensando sobre a paciencia.

A qualidade ( na minha opinião, qualquer qualidade exacerbada muda de polaridade e se torna defeito) que poucos tem de deixar o as coisas se desenvolverem no seu ritmo próprio. A consciencia de que não é tempo que passa, mas sim que NÓS passamos por ele e assim todas as coisas.

Desrespeitar esse tempo, se levada em consideração o fato que nós estamos sujeitos a ele tambem, seria um erro e nos impediria de amadurecer certas idéias e planos.

A ansiedade é, nada mais do que a falta de consciência sobre o papel do tempo na nossa existencia. É a manifestação física e mental da antecipação em relação ao que naturalmente flui à sua maneira sem qualquer intervenção.

Não se trata de uma qualidade (ou defeito) como disse anteriormente de forma a tornar o assunto mais inteligível, mas sim de uma CONSCIENCIA em relação a tudo que nos cerca.

“Perder a paciencia” com alguem deveria ser traduzido por INTOLERÂNCIA em relação ao comportameno do outro.

“Ter Santa paciencia!” ou ”possuir a paciencia de um santo!” não se trata de uma característica clerico/espiritual elevada, mas sim confiança na ESPERANÇA que determina que a fé em algo ou alguém o obrigue a ficar passivo. Novamente o conhecimento da lingua se mostra imprescindivel

A paciencia, quando usada como caminho, nos confere a capacidade de ver que a felicidade não é um lugar lindo pelo qual devemos ansiar de maneira a negligênciar a viajem que fazemos até ela.E dessa forma nos tranquiliza e deixa a certeza de que o caminho, por mais tortuoso ou difícil que seja, é exatamente o que torna o destino de chegada tão especial.

A felicidade EM SI não nos traz nada. Mas sim a busca contida no seu significado.

Quem espera a Felicidade não sabe e tem medo de concluir quantvale essa busca.

Estamos muito mal acostumados a ter tudo pronto: leite em caixinha, legumes ralados, suco filtrado ..a felicidade é uma fruta que só tem gosto quando nos damos ao trabalho de buscá-la na árvore.

Eu prefiro ficar com meus pensamentos de revolta e questionamento. A comtemplação faz com que o óbvio seja lembrado.Talvez seja assim pelo fato das coisas óbvias terem sido postas de lado ao ponto de confundir os homens com sinonimos atribuídos as qualidades e não aos significados.

“Lenda Africana

Há muito tempo, quando o país ainda não era cortado por rodovias que fazem as pessoas irem do mar às montanhas tão rápido como o vento, um mis­sionário enfrentava a dificuldade de transpor vastas áreas da África com o auxílio de carregadores. Como tinha pressa, incitava os homens a andarem cada vez mais depressa, pois queria chegar a determinado lugar em três dias.

Ao amanhecer do terceiro dia, o sol brilhava intensamente no firmamento, o ar reverberava de calor, a relva movia-se preguiçosamente ao vento e os pássaros cantavam nas árvores. O missionário insistia na partida imediata, mas os carregadores continuavam deitados e não queriam se levantar; não adiantaram os pedidos nem as ordens e ameaças.

Finalmente, ele perguntou o porquê de tanta lerdeza e recebeu a seguin­te resposta:

 – É verdade que nossos corpos estão aqui, mas temos de esperar até que nossas almas os alcancem.”

 Nossrat Peseschkian”

Adam Hurst – Elegy (2010)

http://www.mediafire.com/?yk99meig8wcbjk3

 

Em 2003, enquanto morava em Porto Seguro, conheci uma figura bastante especial. Dessas pessoas que você encontra uma unica vez na vida e depois sabe que só o acaso pode colocar no seu caminho de novo.

Se chamava GIOVANNI LEOPARDI e dizia ser “Conselheiro do Secretário de Meio Ambiente da Itália”.

Até então, devido o lugar onde eu estava e a época, eu não costumava me surpreender com títulos ou hieraquias (não acreditava em ninguém). Isso me conferia igualdade com todas as pessoas pelo fato de eu falar Inglês e Espanhol e, principalmente, ter bastante assunto.

A mulher que costumava andar a seu lado era uma mulata estonteante que em, português de favela, declarou que me queria (na frente dele achando que ele não entendia nada de português).

Por incrível que ( me ) pareça hoje em dia, eu tinha brio e valorizava demais a educação e tempo dispensados comigo pelos outros e, dessa forma me esquivei das investidas sempre com muita educação e simpatia.

Ele (como todo italiano) sabia o que se passava e assim se tornou muito confiante em relação a mim ao ponto de me dizer que gostaria de “ter tido um filho como eu” e que eu deveria ter seguido algo referente a causa ambiental por ser brasileiro e (na opinião dele) inteligente e articulado.

Ao receber seu cartão, quando foi se despedir (depois de várias farras e conversas e até uma perseguição a um Rastafari traficante de coca) , reparei na instituição da qual ele fazia parte. Ele, ao perceber meu olhar de surpresa tardia (aquela que deveria ter vindo quando me falou seu cargo) me disse orgulhosamente ser descendente direto do poéta Giácomo Leopardi (29 de junho de 1789 – 14 de junho de 1837).

Hoje, pensando em meus projetos futuros, fui jogado de volta ao passado.Com isso entendi que, certas ideias precisam amadurecer.Pra isso demanda paciencia.

“A paciência é a mais heróica das virtudes, justamente por não ter nenhuma aparência heróica.”

Giacomo Leopardi

Todos nós, sendo seres sociais vivendo em comunidade, sofremos algum tipo de julgamento ou qualificação pelos que nos rodeam.E tambem exercemos sobre os mesmos as mesmas rotulações e questionamentos baseados na EMPATIA, ou seja: O que é bom/ruim para nós mesmos está sempre sendo confrontado com o meio em que vivemos e com as pessoas ao redor e consequentemente o que é bom/ruim para elas.

Isso é óbvio, não me cabe discutir isso nem questionar o gosto ou as decisões alheias. Porém, uma coisa que nos cabe e que é constantemente negligenciada é a CAPACIDADE DE DISCERNIMENTO sobre as motivações e seus resultados nas nossas vidas, e consequentemente isso entra em confronto com a método COMPARATIVO que o ser humano utiliza na sua luta vã em se convencer se está tendo uma vida plena e  FELIZ.

Começando pelo principio do DISCERNIMENTO:

Qual a característica que melhor exemplifica se as (vítimas) pessoas nas quais nos baseamos como modelo de comparação (inconscientemente na gigantesca maioria das vezes…por isso o valor de termos CONSCIÊNCIA ) estão tendo uma vida PLENA e FELIZ? ( te dou um tempo pra pensar)…

…Vamos desconsiderar fatores secundários como status social, dinheiro, ou satisfação (profissional, sexual ou espiritual)…

…OK. Vamos pegar a característica mais visível e ÓBVIA que é tomada por modelo: a ALEGRIA.

A ausência de ALEGRIA é responsável pelos questionamentos mais profundos de pessoas insatisfeitas, incompletas e, na maioria das vezes porém NÃO necessariamente a “infelicidade”

A “Alegria” alheia, é fruto do descontentamento de quem se irrita com o comportamento descompromissádo e displiscente em relação a tudo o que há em volta de quem é alegre . Pessoas alegres costumam não dar atenção a feiúra do mundo, ou a dor, tem pensamentos “edificantes” e a tendência invasiva e arbitrária de desejar que TODOS tenham as mesmas perspectivas cor de rosa cheias de pirlim-pim-pim e arco-íris musicais cintilantes.

Se consideram plenas e FELIZES por ter sempre uma esperança na manga para alimentar o comportamento enebriante e contagioso que levas as pessoas a fazerem “loucuras” para encher a vida de sabor e encantamento…

Infelizmente, essa parcela de pessoas ALEGRES e a outra parcela de pessoas com sentimentos opostos (podem ser “ranzinzas, rabugentas, tristes, solitárias, recalcadas, ou qualquer outro adjetivo depreciativo que vocês conhecerem…qualquer um serve para exemplificar…) tem como principal conceito o ERRO CONCEITUAL que torna a ALEGRIA em sinônimo de FELICIDADE.

Felicidade não deveria ser tomada como conceito.Isso é um princípio do qual deveriamos ter conhecimento baseado nas PRÓPRIAS  experiências de vida.

Não necessáriamente uma pessoa feliz é ALEGRE e vice versa.Assim como a INFELIZ não é necessáriamente TRISTE.

Pra ser mais exato, há quem acredite que, induzindo um comportamento, ou estado de consciencia (alterado em muitos casos…) alegre, vai transformar sua vida em algo menos miserável e de fácil deglutição.

Por que todo bêbado canta e ri? ( e infelizmente adora fazer barulho…)

Pode parecer até meio deprimente ver as coisas dessa maneira, mas só pra quem vê as coisas de forma  superficial. Quando se “perde” algum tempo pensando de forma correta (não negligenciando o sentimento, do contrário nos tornamos um saco…eu sei bem o que é isso…) e colocando conceitos e sensações nos contextos corretos e correlacionando os mesmos com o munco cognitivo, chegamos a concusões de que, a ilusão gerada pela maioria nos torna mais “infelizes” em função de estereótipos e arquétipos suficientemente satisfatórios para quem tem preguiça de raciocinar (mesmo que vez em quando).

Para muitos, a simples consciencia de estarem certos sobre algo é motivo de contentamento. Outras por sua vez são felizes ao serem justos, mesmo que esse sentimento (leia bem: SENTIMENTO) surja em detrimento às suas vontades ou desejos pessoais.

 Nesses casos, podemos afirmar que são pessoas INFELIZES?

Não. Definitivamente…

“Alegria” é um resultado COMUM a quem É feliz em essência. Felicidade é uma predisposição, e não um resultado. É uma condição restrita a quem sabe que é sujeito ás idiossincrasias da vida e a maneira aleatória com que os resultados ocorrem quando deixados ao acaso, ou ás suas expectativas quando sujeitos a nossa intervenção e planejamaneto, ainda assim passivos de resultados imprevisíveis em alguns casos, e tem força  e RESILIÊNCIA para aprender com os resultados sejam eles motivos de ALEGRIA ou de TRISTEZA.

A RESILIÊNCIA é confundida constantemente com a ESPERANÇA. A esperança que alimenta o coração dos que aguardam o arrebatamento, ou aos que acreditam que “SE DEUS QUISER” vão ganhar na loteria.

A RESILIÊNCIA é uma qualidade negligenciada e esquecida pela simples falta de conhecimento da etimologia:

ing. resilience (1824) ‘elasticidade; capacidade rápida de recuperação’

Sinônimos: resistente, estoicismo, invulnerabilidade
Antônimos: suscetível, vulnerável, fragilidade, frágil
Relacionadas: superação positiva, energia, choque, fibra, firmesa, resistência, regeneração, recuperação, capacidade, ressignificar a vida, propriedade física de tensão ou  estresse das adversidades.

Significados de resiliência:

Capacidade que um indivíduos ou uma população apresenta, após momento de adversidade, conseguindo se adaptar ou evoluir positivamente frente à situação.

“Após perder as pernas em um acidente de carro João ministra palestras a adolescentes sobre os riscos que um pequeno descuido pode causar às pessoas, isso é pura resiliência.”

Flexibilidade.Capacidade para adaptar-se a mudanças

Quando você é acostumado a realizar algum tipo de tarefa e , derepente a forma de realizá-la muda.Você deve ser resiliente para adaptar-se a isso.

Capacidade de se reerguer.

Alguém que após passar por uma situação difícil, é capaz de ser ou fazer o que fazia antes sempre com o mesmo foco.

Houaiss
substantivo feminino
1 Rubrica: física.
propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica
2 Derivação: sentido figurado.
capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças

O elástico (tira), para poder ser utilizado, tem que estar resiliente.

Capacidade que um corpo ou espírito possui de retornar ao seu estado original, que sofreu deformidades devido a um grande choque físico ou emocional.

Após uma grande ventania, a árvore antes desfolhada e envergada, resiliente, retornou ao seu estado de origem, ereta e frondosa.

1.Fís. Propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora duma deformação elástica.
2.Fig. Resistência ao choque.

“Aldo é uma pessoa muito resiliente”

Emfim…

Creio que os  fatores primordiais para ser pleno e feliz, não são a ESPERANÇA, nem tão pouco a ALEGRIA ou a SATISFAÇÃO.

A FELICIDADE é fruto da certeza intima de que nós somos seres adaptáveis e assimilativos. Dotados da capacidade de agir e reagir de forma a buscar e atingir SATISFAÇÂO pessoal e a ALEGRIA para desfrutar essas conquistas de forma que não interfira na vida do próximo ao ponto de suscitar a comparação de quem não tem discernimento para diferenciar DISTRAÇÃO de DIVERSÃO, ALEGRIA de FELICIDADE, DEPRESSÂO de FALTA DE VONTADE…

Conhecer a própria língua nos ajuda muito nesses casos.

E ainda tem gente que dá risada da miséria e ignorância alheia….

Assista ao viral mais visto no YouTube :

”PARA NOOOOOOOSSA ALEGRIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

Depois compare com o seguinte… 

Assista o vídeo e se pergunte: Apesar da aridez, serão eles infelizes?

“…os seres humanos não nascem somente no dia em que suas mães lhes dão à luz, posto que a vida os obriga a parir-se a si mesmos uma ou outra vez” –
“…human beings are not born once and for all on the day their mothers give birth to them, but…life obliges them over and over again to give birth to themselves.” 

Grabriel Garcia Marques.

Tinariwen (Tamashek-berbere:  Tinariwen “desertos”, plural de Ténéré “deserto”) é uma banda de tuaregues berberes-músicos da região do deserto de Sahara do norte do Mali. A banda foi formada em torno de 1979 em campos de refugiados na Líbia, mas retornou ao Mali depois de um cessar-fogo na década de 1990.

O primeiro grupo começou a ganhar adeptos fora da região do Saara, em 2001, com o lançamento de O Sessões rádio Tisdas, e as performances no Festival au Désert, em Mali e no festival de Roskilde, na Dinamarca.

Sua popularidade cresceu internacionalmente, com o lançamento do aclamado “Aman Iman”, em 2007.

Tinariwen tem sido variavelmente descrita como “a mais forte de qualquer banda” (Songlines), “o mais rock’n’roll de todos eles” (The Times irlandês), “hard-bitten” (Slate.com), e “dramática “(The Independent).

A banda lançou seu quinto álbum Tassili em 30 de agosto de 2011. O álbum mais tarde ganhou o prêmio de Melhor Álbum World Music Awards em 54th Grammy.

Tinariwen – Tassili

http://www.mediafire.com/?kxu04t5v6ta4v7y

Há algum tempo não participo das tão frequentadas “REDES SOCIAIS” (esse nome me dá medo….).

Sem preconceito com quem tem por costume, perder vários minutos do dia questionando coisas fúteis que não levam a lugar nenhum ao invés de ler um livro. Ou esperando pela convocação para a próxima FLASH MOB para lutar com travesseiros e dizer para os netos um dia “Pra que? Para nada…fui chamado pela REDE SOCIAL…foi engraçado…”.

Na verdade sinto muita pena de quem, ao ver um comentário de outra pessoa que não faz parte do círculo de pessoas que se encontram em carne e osso, se sente diretamente ofendido como se tivesse tomado um tapa de costa de mão na cara. E ainda gasta calor corporal (emanado pelas orelhas e pescoço) fazendo percussão bahiana no teclado ao responder à tal “ofensa” com uma resposta “educadamente” hostil…que consequentemente vai voltar em forma de hostilidade educada e, na pior das hipoteses em uma deleção do quadro seleto de AMIGOS (“fulano quer ser seu amigo{?} no FACEFUCK”…)

Recentemente soube de um caso que ilustra bem o quanto a falta de percepção e o excesso de informação levam a uma contenda entre supostos amigos que nem se cruzam no corredor (do ambiente de trabalho no caso…)

Uma das “partes”, uma afro-descendente com tendências panfletárias em relação ás próprias predileções, postou algo na sua “página pessoal”( com todo direito por se tratar de algo PESSOAL)  uma foto de um casal de negros fisica e estéticamente bonitos com a legenda: NEGRO É LINDO! (e é mesmo…)

Numa sociedade adequadamente civilizada, onde as pessoas se olham nos olhos das outras enquanto dialogam, isso teria passado incólume por se tratar de uma manifestação auto afirmativa ufanista da própria etnia e origem. Algo louvável e digno de respeito….pelo menos ao meu ver (tudo bem que sou afro-descendente tambem mas sem tendências ufanistas…meu lado europeu gostaria de ter a mesma liberdade mas a sociedade estranharia uma camiseta com os dizeres “50% Italiano, 25% português e 25% negro”..ia ocupar o peito todo….) levando em consideração a minha resiliência e compreensão da pessoa em questão.

A outra das “partes” envolvidas, expressou (claramente com o intuito de demonstrar “grandeza” de espírito de quem não tem preconceito…tambem a conheço e sei que foi na melhor boa vontade se mostrar inteligente) sua opinião afirmando que, não APENAS os negros são bonitos, visto que há individuos negros que são feios (fala isso pras mães do Tião Macalé, do Amaral jogador de futebol e Zé do Prato).Assim como também há brancos feios e bonitos, japonêses e indios na mesma condição….und so weiter.

O que era pra ser um comentário pessoal de auto satisfação se tornou uma discussão sobre estética étnica mascarando a rusga RACIAL (entre individuos da RAÇA humana? Existe outra raça então?) que existe no nosso país e divide a opinião de pessoas que não tem cérebro suficiente para DESENVOLVER ou SUSTENTAR uma opinião relevante.

No Brasil não existe gente racista ou preconceituosa. No Brasil existe gente IGNORÂNTE. Gente que é incapaz de formar uma opinião baseada em conceitos próprios e lógicos e que herda a opinião alheia em cima de fatos isolados ou de medo.

É mais ou menos parecido com o “Machão que ODEIA homossexuais”. No fundo, o maior medo dele é de ser uma bicha enrustida com medo de sair do armário….(assista “Beleza Americana”…A Mena Suvari me faz suar frio até hoje…e minha irmã, em um ensaio fotográfico fez outros marmanjos suarem tanto quanto.E ela é MULATA…)

Na questão racial a ignorância é um bolo que tem por ingredientes a “Herança Histórica”(não é herança cultural….isso é ausência de cultura), a vergonha de ser possivelmente inferior em algum ambito ( lá vem o “negão…cheio de paixão…te catar, te catar, te catar…isso faz qualquer branquelo suar frio quando vê a namorada olhando um criolo sem camisa…), tudo isso besuntado em muita falta de informação cintífica sobre a formação do Homem e da sociedade.

Sobre isso, assista ao link e leia a tradução do que Cedric the Entertainer disse pro mafioso russo no filme BE COOL II “ O outro nome do Jogo”:

Transcrição traduzida:

“Você tá doido?

Quero dizer, como é que você pode desrespeitar a etnia de um homem quando você sabe que nós influenciamos quase todas as facetas da América branca.

De nossa música ao nosso jeito de vestir, para não mencionar sua imitação pobre de nosso senso de ser “cool” – andar, falar, vestir, maneirismos. Nós enriquecemos a sua própria existência, todo o tempo contribuindo para o produto nacional bruto por meio de nossas realizações na América corporativa.

São estes conceitos que me confortam quando estou diante de gente Ignorante, covarde, amarga e intolerante que não têm talento, sem coragem. Pessoas como você, que profanam as coisas que não entendem quando a verdade é que você deve dizer: “Obrigado, cara,” e continuar com o seu caminho. Mas, aparentemente, você é incapaz de fazer isso, então – (BOOM) … E não me diga para “ficar frio”. Eu SOU “frio” ! (outro BOOM) epítetos raciais. Por que sempre tem um isiota para isso? Faz-me triste por minha filha.”

Na minha opinião, uma das melhores passagens do filme.

(Suspiro profundo de olhos fechados antes de escrever…)

Meu pai era negro. Um dia , passeando comigo, perguntaram a ele se EU era filho da “Patroa”…Isso é só um comentário que aconteceu em 1979 ou 80.Não me esqueci disso.

Recentemente, tive uma experiência desagradável com alguem próximo que, até então tinha meu respeito embora tivesse tambem a minha desconfiança. A desconfiança se tornou bem fundada e o respeito em desprezo após ouvir dessa pessoa que “EU TENHO COR NORMAL…”. Passei meses pensando em qual “NORMA” essa pessoa se baseou para dizer que eu tenho cor NORMAL e meu pai NÃO. Qual foi a regra pra saber quem é digno de respeito e quem é “NASCIDO APENAS PRA FAZER FILHO PRA BRANCO CRIAR” ( o mais engraçado foi ouvir isso de uma pessoa que foi adotada quando criança e que não tem nem a quarta série completa ) e que, infelizmente ao invéz de guardar seus vitupérios para alguem tão imbecil quanto, transmitiu suas opiniões para suas gerações seguintes.

É cômico se não fosse trágico.

Levei muito mais isso em consideração pelo fato de se tratar de uma discussão ”CARA A CARA” e não de uma dedução feita em cima de uma frase de menos de 140 caracteres.

Eu tive de criar um blog para expor minhas opiniões, desabafos e comentários por ser incapaz de ser claro em um “TWEET” sem ser ofensivo ou cínico e grosso. Embora eu ache que na maioria das vezes, muita gente merece ouvir o quanto é imbecil.

Por isso tenho como costume, prestigiar os desprezados, desmistificar os incompreendidos e dar o devido valor aos que agregaram e ainda contribuem com a formação do pensamento humano.Seja essa contribuição política, cultural, tecnológica ou filosófica.

Pra aproveitar o desabafo (sobre mídias sociais, racismo e ignorância, caso você não tenha seguido a linha de raciocínio) vou “prestigiar” uma banda pertencente aos 25% afro herdados ORGULHOSAMENTE da parte do meu falecido pai (sinto sua falta quando ensino algo pro meu filho). Trata se da BLACK JACKS ou “BLK´JKS´” de Soweto, Africa do Sul.

After robots:

http://www.mediafire.com/?izrtjmjy4hv

Eles mesclam sua cultura musical (riquissima) com letras referentes a sua realidade e rock contemporâneo ( o baterista é fabuloso ). Tornaram se mais conhecidos após a copa da Africa do Sul.

Como aperitivo, posto a música de que mais gosto “Molalatladi” e o link para download do disco “After robots” de 2009.

Video “MOLALATLADI”:

Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

Um detalhe referente ao processo que deu vida a esse blog ( a minha mudança de hábitos…) e que tem me chamado bastante e atenção é o fato de eu ter passado mais ou menos uns 20 anos sem lembrar dos meus sonhos. Costumava acordar e tentava de toda forma me recordar de alguma passagem, qualquer cenário, pessoa… enfim.Não me lembrava de absolutamente nada e assim foi por um bom tempo.

Desde o meio de Janeiro para cá eu tenho retomado o prazer do sonho.Eles voltaram como quando eu era criança. Com cores indescritíveis e enredos tão bem estruturados que me supreendem pela coerência as vezes, ou pelo surrealismo.

Semana retrasada (tambem impotante é o fato de me lembrar QUANDO eu sonhei determinado sonho) eu sonhei que andava com amigos recentes por um jardim gramado que, ao invéz de flores era adornado por PÁSSAROS das mais variadas cores e tamanhos. Eram tantos que chegavam a cobrir totalmente a grama.Pareciam conversar entre si como se fossem nações, tribos em alguma espécie de encontro anual de aves ornamentais, cada uma ostentando plumagem mais exuberante que a outra.

Acordei pensando laranja, púrpura azul turqueza e verde-água….

 

A Conferência dos Pássaros (em persa: منطق الطیر, Mantiqu ‘t-Tayr, 1177), também traduzido para o português como A Linguagem dos Pássaros, é um livro de poemas em Persa by Farid ud-Din Attar de cerca de 4500 linhas. O enredo da história contada pelo poema é a seguinte: os pássaros do mundo se reúnem para decidir quem será seu rei, já que eles não têm nenhum. A poupa (Upupa sp.), o mais sábio de todos eles, sugere que eles devem encontrar o lendário Simorgh, um pássaro mítico persa – uma alegoria da busca por Deus. A poupa respresenta um um mestre sufi e cada uma da aves que desiste da viagem representa uma falha humana que impede o homem de atingir a iluminação. Do grupo de pássaros que parte, somente trinta pássaros consegue, finalmente, chegar ao local de moradia do Simorgh. Lá eles descobrem que eles mesmos são o rei que procuram.

Além de ser um dos exemplos mais célebres da poesia persa, este livro se baseia em um jogo de palavras entre as palavras Simorgh e “si morgh” – que significa “trinta pássaros” em persa.

Para alcançar o local onde está o Simorgh – o Monte Qaf – as aves devem atravessar sete vales: Talab (ânsia), Eshq (amor), Marifat (gnose), Istighnah (desapego), Tawhid (unidade de Deus), Hayrat (perplexidade) e, finalmente, Fuqur e Fana (abnegação e extinção). Estes vales representam as estações que um sufi ou qualquer indivíduo deve passar a perceber a verdadeira natureza de Deus.

Dentro do contexto maior da história da viagem dos pássaros, Attar conta ao leitor, em estilo poético, diversas historietas didáticas e cativantes. Toda a obra reflete a doutrina sufi, que inclui a noção mística de que Deus não é externo ou separado do universo, e sim a totalidade da existência. Os trinta pássaros buscando o Simorgh percebem que o Simorgh nada nada mais é do que a sua totalidade transcendente. Ao perceberem a verdade, eles assim chegam à estação de Baqa (subsistência), que fica no topo do Monte Qaf.

Fonte: Wikipedia

The conference of Birds:

http://sufibooks.info/Sufism/The_Conference_of_the_Birds_Fardiuddin_Attar.pdf

A conferencia dos passaros:

http://www.imagomundi.com.br/espiritualidade/conferencia_passaros.pdf

Musica inspirada na obra:

 OM– Conference of birds (2006)

http://www.mediafire.com/?dywqv1gmhln

OM – Advaitic Songs 2012

Pra me deixar louco de felicidade e ansiedade!

Pra descontrolar totalmente a minha serotonina!

Pra matar a minha fome de musicas novas da banda que mais me chamou atenção nos ultimos anos!!!!

OM (Al Cisneros e Emil Amos) estão de volta com seu Tibetean Doom Metal lacônico e espiritual. O lançamento está previsto para 24 de Julho deste ano pelo selo Drag City o qual alegou que o sucessor de “God is good”( 2009) “Alcançou um nível de composição que seria impossível de prever”!

“Advaitic Songs mantem a singularidade e o proposito que caracteriza o núcleo do som do OM, embora cada elemento avance mais a fundo do que antes,” diz o selo. Qualquer que seja estilo drone-doom que o duo tenha sido rotulado nos últimos anos, tem sido dizimado pela imaginação pura, qualidade expansiva e arranjos meticulosamente detalhada deste novo álbum.”

As faixas são:

‘Addis’
‘State Of Non-Return’
‘Gethsemane’
‘Sinai’
‘Haqq al-Yaqin’

http://omvibratory.com

Não tenho dúvida alguma quanto a isso. Podemos concluir a partir do teaser colocado a disposição abaixo:

Sem nostalgia, hoje fiquei feliz por saber que a criatividade e a contestação ainda estão presentes nos artistas de hoje em dia.

Embora seja bastante difícil encontrá los no meio de tantos comediantes apelativos e sem graça. Dos ditos “Comediantes de Stand Up” e da ridicularização da Ignorância do menos instruído (vê se peloas pérolas do You Tube “Para nossa Alegria e “Uíltubíu”) e dos bebuns de rua que tem seus segundos de fama (maldito Warhol tava certo…), me lembrei de um CARTUNISTA que, devido a amplitude da gama de coisas irrelevantes, merecia muito mais reconhecimento do grande público especializado.

Trata se do CARLOS RUAS, pai da tira UM SÁBADO QUALQUER (http://www.umsabadoqualquer.com/ ).

Ele trata do assunto DEUS de uma forma que agrada a quem pensa e não desagrada a quem “não pensa”, tornando o assunto bastante rico sem pender para apelação ou “heresia”.

Não sentia essa alegria desde quando tive a oportunidade de ENCOCHAR o ANGELI…(nuvens embaçadas de flash back….voltando no tempo)

Quando jovem (foi no começo dos 90..por aí vocês tiram uma idéia) eu era fã de publicações questionadoras como as revistas Chiclete com Banana, Animal e Circo.

A trinca de ázes até então eram Angeli, Laerte e Glauco (embora eu fosse fã mesmo do Fernando Gonzales pai do Niquel Náuzea e Vostradeus) que monopolizavam com mérito os louros e olhos do público.

Houve uma ocasião na qual o extinto “Centro Cultural Vitória, localizado no antigo hotel Vitória no centro nervoso de Campoinas, promoveu palestras em dias alternados com cada um dos “Los três amigos”.

Perdi a oportunidade de conhecer em vida o Glauco (minha mãe era fã do Geraldão e comprava “para mim” as revistas cheias de palavrões estratégicamente colocados em profusão), pois no dia de sua palestra eu estava fora da cidade. Na palestra do Laerte, me decepcionei pelo fato de o desenhista mais prolifico e versátil ter uma cabeça tão obtusa e opiniões tão vazias e um comportamento desnecessariamente blasê e infantil. Totalmente diferente dos resultados de suas obras (tá explicado por que hoje ele queima tanto o próprio filme…)

Para minha alegria veio a palestra do Angeli.

Me lembro nitidademente do dia: Eu ostentava cabelos compridos, volumosos e totalmente desgrenhados (apelidado de Ravengar….) e vestia uma camiseta da minha banda favorita até então: O Suicidal Tendencies.

No meio do tumulto que foi para pegar um cartoon desenhado pelo próprio Angeli, dei a sorte de acabar ATRÁS dele na mesa, sendo empurrado por uma multidão e tentando evitar que aquela onda humana cobrisse meu idolo.

Um imbecil (dono do fanzine xerocádo que eu fazia parte do corpo de desenhistas), a quem chamava de amigo até então, falou bem alto pra não passarem a mão na bunda dele.Foi bem no meu ouvido e isso me irritou ao ponto de eu reclamar com minha já voz já bem grave para meus então 16 anos: Tô caindo no Angeli, porra!)

Ele, com um sorriso sacana possível apenas para quem já fez todas as inconsequências possíveis, me disse delicadamente: “Rapaz…que viadagem toda é essa atráz de mim?”.

Educadamente ele me perguntou que personagem eu gostaria que ele desenhasse num sufite (o qual guardei por uma década até que as MINHAS INCONSEQUENCIAS me levassem a lugares onde acabei perdendo, infelizmente…gostaria de colocá lo aqui no blog). Para fugir do óbvio (todos pediam o Bob Cuspe e os Eskrotinhos) escolhi uma personagem que havia tempos ele não desenhava: O OSGARMO ( um cara com ejaculação precoce e perversões sexuais pouco ortodóxas). Ele respondeu rindo: Puta merda, carinha…nem me lembro como é a FORMA do Osgarmo…- Eu respondi rindo sem titubear: Sem problema…ele era DISFORME!

Guardei por anos aquele rosto em forma de poça de gosma ao lado de um desenho do Bob Cuspe (isso foi por conta da minha camiseta de banda Punk oitentista). A humildade e igualdade com a qual o Angeli tratou a mim e a todos os outros fãs foram o maior motivo pra eu carregar a admiração que tenho por ele e por essa fase tão produtiva da cultura nacional até os dias de hoje.

Prestigiem e tomem como exemplo do que procurar em se tratando de humor e traço.

http://www.umsabadoqualquer.com

E uma do Suicidal só pra matar saudade da época….(e para lembrar que eles vem tocar na VIRADA CULTURAL em Sampa)

Gunther Grass, Premio Nobel de Literatura, sofre campanha difamatória após comentar que “há um elefante no meio da sala de estar”

O que deve ser dito

Por que eu estou em silêncio, em silêncio por tanto tempo,
como é muito claro e nós o fizemos
em jogos de guerra, onde, como sobreviventes,
nós somos apenas as notas de rodapé.

Isso é o alegado direito à agressão formal de preventiva
o que poderia apagar o povo iraniano
dominado por um segurança e se mudou para um júbilo organizada,
porque na área da sua competência há
a construção da bomba atómica.

E então por que eu me evitar
para chamar o outro país com o seu nome,
onde desde há anos – mesmo que secretamente coberto –
há um aumento de energia nuclear,
sem controle, porque inalcançável
por cada inspecção?

Sinto o silêncio todos neste estado de coisas,
que o meu silêncio é escravo,
como uma mentira opressivo e uma inibição que apresenta castigo
não prestar atenção;
o veredicto “anti-semitismo” é comum.

Agora, uma vez que o meu país,
de vez em quando tocado por crimes únicas e exclusivas,
obrigado a justificar-se,
novamente para fins comerciais puros – mesmo se
com a língua rápida chamamos isso de “reparação” –
deve entregar outro submarino para Israel,
com a especialidade de dirigir
ogivas aniquilação onde o
existência de uma bomba atômica não está provada
mas quer provas como um espantalho,
Eu digo o que deve ser dito.

Por que eu fiquei em silêncio até agora?
Porque o pensamento sobre a minha origem,
sobrecarregados por um mancha indelével,
tinha evitando que esperar este fato
como uma verdade declarada pelo Estado de Israel
que eu quero ser associado.

Por que eu digo que só agora,
de idade e com a tinta última:
o poder nuclear de Israel
ameaça a paz mundial?
Uma vez que deve ser dito
o que o amanhã será tarde demais;
Porque – como os alemães e com
falhas suficientes na passado –
podemos também tornar-nos distribuidores de um previsível
crime, e nenhuma desculpa apagaria a nossa cumplicidade.

E eu admito: eu não vou ficar em silêncio
porque eu tive o suficiente da hipocrisia ocidental;
Porque eu desejo que muitos vão querer
para se livrar do silêncio,
exortando a causa de um reconhecível
risco à abdicação, pedindo que o controle de uma sociedade livre e permanente
do poder de Israel atômica
e as bases nucleares do Irã
será feita por ambos os governos
com uma supervisão internacional.

Só assim, israelenses, palestinos e toda a gente,
todas as pessoas vivendo face a face com a hostilidade em que
um país ocupado pela loucura,
terá uma saída,
e para nós também.

Gunther Grass

Óbvio, direto e passivo de represálias. Acredito que o bom senso de quem tem olhos e vê fale mais alto. A omissão internacional está se tornando vergonhosa. Já o é desde 1948. Agora se tornou uma responsabilidade negligenciada trazaendo consequências para o “bom senso” a “justiça” e seus respectivos significados.

Emel Mathlouthi – Ma lkit (Not Found) 

Couldn’t find a place to close my eyes ( Não encontrei um lugar pra fechar os olhos)

Couldn’t find a single friend who can answer me (não encontrei um amigo que pudesse me responder)

Couldn’t fin a wave to drive me away (não encontrei uma onda que me levasse embora)

Couldn’t find words to say ; to express my anxiety (não encontrei palavras pra dizer; pra expressar minha ansiedade)

Couldn’t find something to explain what’s happening (não encontrei algo que explicasse o que está acontecendo)

Couldn’t find a melody that breaks

breaks human’s hatred (não encontrei uma melodia que quebrasse, que quebre o ódio humano)

Couldn’t find my people (não encontrei meu povo)

Couldn’t find my family (não encontrei minha familia)

Couldn’t find rest  (não encontrei descanso)

Couldn’t find happiness  (não encontrei a felicidade)

Couldn’t find my way  (não encontrei meu maneira)

Couldn’t find my path (não encontrei meu caminho)

 

Acredito que mais nada precisa ser dito…

Links variados com cursos para quem gosta de ocupar o tempo ocioso com estudos:

Em Inglês:

http://www.ocwconsortium.org/en/courses/catalog

http://ocw.mit.edu/index.htm

É tudo free…

Em Português:

http://www5.fgv.br/fgvonline/CursosGratuitos.aspx

É tudo grátis…

Enjoy.

 

 

 

 

Eu simplesmente me APAIXONEI por essa cantora Tunisiana.

Sua profundidade, sua mensagem e paixão são inspiradoras e sua beleza exótica torna tudo mais mágico…não consigo parar de ouvir a sua voz.

Espero que gostem…vou disponibilizar o link do disco caso queiram baixar:

 

Emel Mathluthi – My Word is Free (Minha palavra é livre)

 

Eu sou daqueles que são livres e nunca temem
Eu sou os segredos que nunca morrem
Eu sou a voz daqueles que não desistem
Eu sou o significado em meio ao caos

Eu sou o direito dos oprimidos
Isso é vendido por estes cães (pessoas que são cães)
Quem rouba das pessoas o seu pão de cada dia
E bate a porta na cara de ideais

Eu sou daqueles que são livres e nunca temem
Eu sou os segredos que nunca morrem
Eu sou a voz daqueles que não desistem
Eu sou livre e minha palavra é livre
Eu sou livre e minha palavra é livre
Não se esqueça do preço do pão
E não se esqueça a causa de nossa miséria
E não se esqueça quem nos traiu, nos momentos de necessidade

Eu sou daqueles que são livres e nunca temem
Eu sou os segredos que nunca morrem
Eu sou a voz daqueles que não desistem
Eu sou o segredo da rosa vermelha
Cuja cor os anos amei
Cujo cheiro pelos rios foi enterrado
E quem brotou como o fogo
Para convocar aqueles que estão livres

Eu sou uma estrela que brilha na escuridão
Eu sou um espinho na garganta do opressor
Eu sou um vento tocado pelo fogo
Eu sou a alma daqueles que não são esquecidos
Eu sou a voz dos que não morreram

Vamos fazer de argila o aço
E construir com ele um novo amor
Que se tranforma em pássaros
Que torna um país um  lar
Que se torna em vento e chuva

Eu sou todas as pessoas livres do mundo juntas
Eu sou como uma bala
Eu sou todas as pessoas livres do mundo juntos
Eu sou como uma bala

 

Nascida em Tunis (1982), Emel é compositora, guitarrista e cantora. Ela traz um som de marca nova e incrível música tunisiana. Ouvindo sua voz, podemos evocar Joan Baez, a Irmã Marie Keyrouz, e os libaneses diva Fairouz … Dotada de excelentes capacidades vocais, seu estilo cativante é às vezes lírico, com a rocha dominando forte, oriental e Trip Hop, aliando com muito tato, a música do Magrebe e no Médio Oriente mesclando com uma paleta de, ás vezes Tzigane, às vezes, flamenco, celta, Gnawa ou Ragga.
Autodidata, começou sua carreira artística aos 8 anos de idade no palco do pequeno anfiteatro no bairro de Ibn Sina, nos subúrbios de Tunis, onde viveu até a idade de 25 anos … Este contexto, arbitrariamente desencadeou nela a loucura e amor pela arte que nunca a abandonou mais tarde. Graças aos registros de seu pai, ela se banhava desde a sua infância na música clássica, e árabe, bem como música de protesto latino-americana. Antes da descoberta da cena árabe dissidente através dos ídolos dos movimentos revolucionários dos anos 70: o cego egípcio cantor Sheikh Imam e do cantor libanes Marcel Khalifa, Bob Dylan e Joan Baez, principalmente, que a influenciou muito.

Ela descobriu a alegria e prazer de cantar em torno da idade de 15 anos e ela não conseguia parar desde então. Depois de participar de uma banda de rock criada na faculdade, e experimentar as alegrias da fase em diferentes universidades, Ela escolheu o violão como companheiro de viagem e aproveitou todas as oportunidades para se apresentar em público e mostrar sua música. Emel Mathlouthi é rapidamente observada por suas performances cênicas e especialmente por sua capacidade de cantar e encantar o público.
“Dor e prazer se misturam para expandir e aumentar para finalmente serem gravados no coração para sempre … Suas palavras são a dor que dá origem ao prazer … A sua música parece emergir de um mundo transcendente … Um mundo cheio de humanidade, sensibilidade e sentimentos … Emel não só canta com sua voz, mas com seu corpo e suas feições têm sua própria língua também … “Incentivada por alguns amigos, ela começou a escrever em dialeto da Tunísia em 2004 e continua a compor nessa língua, bem como em árabe padrão e às vezes em francês. Após sua chegada na França, descobriu a dor e o sofrimento de estar longe e a nostálgia … Desde então, ela nunca pára de trabalhar no desenvolvimento de um estilo progressivo e inesperadamente novo onde uma canção é uma história com o intuito de mudar, enriquecida com a poesia espessa. Suas músicas são cheias de raiva, tristeza, amor, patriotismo de um país voltadas para a esquerda.Para as mãos do destino … cheio de esperança, esperança de liberdade e entrega … de fé, a desilusão, e os pensamentos sobre a existência e as fraquezas do ser humano em frente da loucura de seus companheiros. O sucesso foi «au rendez vous» e depois de grandes colaborações com Tricky, artistas franceses como Charlie Couture, Jean Jacques Milteau, Mei Tei Sho e uma seleção na primeira edição dos prêmios RMC-doualiya música em 2006, ela está se tornando um dos principais figuras da música árabe nos dias de hoje.

TrackList

  1. Houdou’on (Calm)      (05:32)
  2. Ma lkit (Not Found)      (03:58)
  3. Dhalem (Tyrant)      (03:56)
  4. Stranger      (04:13)
  5. Ya Tounes Ya Meskina      (Poor Tunisia)      (04:48)
  6. Ethnia Twila (The      Road is Long) (08:25)
  7. Kelmti Horra (My Word      is Free) (06:31)
  8. Dfina (Burrial)      (06:24)
  9. Hinama (When)      (05:29)
  10. Yezzi (Enough)      (07:16)
  11. A Linfini      (04:10)
  12. Libertà      (04:56)
  13. 14 janvier      (03:38)

Duration : 69:06 | Bitarte : 128 kBit/s | Year : 2012 | Size : 93 mb

http://www.4shared.com/rar/XJSH3T8k/file.html

* Fonte: SURAJ MUSIC

 

Essa semana eu assisti a um filme que gerou um ciclone de pensamentos.Eles iam e voltavam conforme chegava a certas conclusões para que eu tivesse um melhor entendimento sobre os conceitos contidos neles e suas implicações assim como as discrepâncias existentes nas atitudes alheias associadas a tais pensamentos e comportamentos gerados por eles.

O filme em si é bastante acessível e chega a ser óbvio inclusive.

Se trata de “THE INVENTION OF LYING” ( “O primeiro mentiroso” em português) com o Rick Gervais (assistam…é obrigatório…) e fala sobre um mundo hipotético (o nosso mundo) onde o conceito de MENTIRA não se desenvolveu na humanidade. Todos diziam o que pensavam e isso, pelo fato de ser normal e inerente á espécie, era tomado como normal e não passivo a retaliação e desconfortos. Tudo era bastante prático e até insípido em função da verdade ser um padrão.

Minha mente inquieta ficou mastigando isso por dias. Ontem assisti ao filme novamente e com o mesmo prazer…

Pensei nas implicações de sempre dizer a verdade e não omitir nenhum pensamento ou opinião no dia a dia e me lembrei que preciso ler o livro “Sincero” (editora Verus), do jornalista alemão Jürgen Schimieder. Nele, o autor relata sua experiência de ficar 40 dias sem mentir: colegas se afastaram, ele discutiu com a mulher, perdeu dinheiro e teve as costelas quebradas pelo melhor amigo. “Foi muito doloroso e me ensinou a não fazer isso de novo nunca mais: amigos são mais importantes do que ser sincero” – segundo o próprio Jürgen.

Na realidade onde vivo e, é claro no circulo de amigos que escolhi para mim, onde a sinceridade é “raramente” confundida com DESRESPEITO e INTRANSIGÊNCIA, não consigo aceitar que um amigo chegue ao extremo de invadir o espaço físico de outro pelo fato de se sentir ofendido com uma opinião que , sendo verdade ou não é a versão sincera de alguem que a expressou sem intenção de causar qualquer ofensa.

Esse raciocínio (na verdade CONCEITO) me jogou no meio do ciclone citado no Inicio.

Pra não confundir muito vou enumerar.

Primeiro:

Ser sincero e dizer a verdade é comumente confundido com grosseria, falta de tato, aspereza ou rispidez.

Na verdade, o que gera isso não é a sinceridade em si, e sim a assimilação da opinião em relação a expectativa.

Um dos meus melhores amigos (se não o melhor deles…) me disse uma vez, numa das raras ocasiões onde me permiti perguntar se tinha dito algo ofensivo a ele (fruto de um sumiço de uma semana e meia sem noticias, torpedos …emfim…) :

“Julio…se eu fosse me ofender com tudo o que você já me disse e COMO você me disse, nós não seríamos amigos há muito tempo….”

Isso me fez discernir o quanto a sinceridade depende do BOM SENSO. (se prepare pra ver essa palavra em maiúsculas pois vai ser a predominância da tempestade mental de hoje…)

Acredito na sinceridade e trenho um circulo fechado dos amigos que tem o direito ao “EU BEM QUE TE AVISEI!!!”: são aqueles que tem o direito e o dever de me dizer aquilo que eu não gostaria mas deveria ouvir após dar uma mancada pantagruélica ou mesmo uma derrapada perigosa no meu caminho.

Não é fácil ser maleável com pessoas que se preocupam, avisam e depois apontam o dedo na nossa cara dizendo “EU LHE DISSE!!” , por isso eu recrutei três dos meus amigos mais próximos, os quais tem caracteristicas muito parecidas as minhas embora tenham personalidades completamente diferentes entre si….isso diversifica um pouco as abordagens dando uma gama maior de opiniôes para que eu veja as situações de forma mais ampla.

Analisando a forma como eu convivo com esses meus amigos e os NOSSOS defeitos mútuos eu cheguei a conclusão de que, numa relação de AMIZADE é imprescindível que haja alguns fatores:

“Carinho”: Essa característica é fruto de afinidade, mesmo que em apenas um assunto, o ser humano se identifica com o igual e repele o diferente.Isso é um fato irrevogável e irrefutável.

“Companheirismo”: A mesma afinidade nos faz concluir que a pessoa tem um amaneira parecida de absorver o que vem de fora, talvez não da mesma forma, mas de maneira próxima da nossa.Isso nos remete diretamente ao conceito de EMPATIA (muito negligenciado pela falta de compreensão do homem hoje em dia)

E por último e mais importante de todos. O RESPEITO:

É o CIMENTO da argamassa. É o que une todos tipo de relacionamento, não só o de amizade, mas o de parentesco, de amor romântico e até mesmo de desafetos.

Até certo ponto o RESPEITO (sim…em maiúsculas tambem…) é fruto da EMPATIA. Quando conseguimos transcender o EGO (dificílimo, porém possivel e necessário) e ver a situação de fora como um terceiro, é possível e louvável até sentir o RESPEITO por pessoas que nos são desagradáveis ou divergentes.

Essa deveria ser a base de toda a nossa civilização:

O RESPEITO.

Em concomitância ao filme (pra me deixar mai maluco com tantos pensamentos chacoalhando a minha serotonina disregulada) o fato de eu estar lendo um livro sobre FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO nas três principaids religiôes monoteístas (sim…eu sou ateu e por isso leio sobre o que pode gerar desconforto e divergencia com minhas opiniões para poder ter um argumento suficientemente embasado para que minha sinceridade não seja confundida com ofensa…se todos pensasem assim, muita gente teria minha simpatia…leitura obrigatória tambem assim como o filme: Karen Armstrong – Em nome de Deus: o fundamentalismo no judaísmo, no cristianismo e no islamismo. São Paulo: Companhia das Letras.)

Esse livro me abriu uma porta imensa na minha  mente para a aceitação da opinião alheia, mas apenas quando essa opinião tem como alicerce o RESPEITO.

Quando o indivíduo se permite ser maior do que imagina e não se mantiver obtuso por meio de certezas que satisfaçam as suas expectativas, o RESPEITO toma espaço da SATISFAÇÃO. A satisfação impede que a mente vá um  pouco além do que se pode conceber por medo de se contradizer e tornar o pensamento inicial inválido. Parece confuso mas eu vou usar um exmplo bem fácil e comum a todos os nascidos em um país predominantemente católico não praticante:

POR QUE TEMOS DE ACREDITAR QUE EXISTE OUTRA VIDA APÓS A MORTE OU QUE EXISTE CÉU E INFERNO?

O ser humano tem como principio fundamental e base para tudo a própria CONSCIÊNCIA.

Qualquer coisa que vá contra a existencia da consciência gera temor e dúvida. O fim dela responderia tudo e o ser humano não se contenta com isso.

Mas, infelizmente se contenta em negar qualquer coisa que mude a sua espectativa. A sua certeza de estar feliz, ou de estar certo, ou de ter uma opinião formada, ou de não querer mudar….enfim…se fecha e se torna obtuso.

Omitir uma idéia as vezes nos impede de sermos limitados ao pensar pequeno ou não pensar o suficiente sobre algo.

E ser sincero não consiste em escrever sobre a superficie de nossos limites dando a entender que isso é definitivo e imutável.

Na minha decisão sobre mudar de comportamento (novamente enfatizando a diferença entre COMPORTAMENTO e PERSONALIDADE) recebi algumas ( na verdade apenas duas) opiniões que julguei desnecessárias à proposta do blog.

Duas opiniões que colocavam em questão o meu método em função dos conceitos e idéias superficiailmente ligadas aos anseios pessoais dos emitentes de tais opiniões.

Foi um desrespeito meu não publicar, mas teve um motivo. São pessoas que eu permito me dizer EU TE DISSE!!! , mas só pra mim.

Quanto a bandeiras, partidos e predileções, eu deixo para blogs voltados apenas para tais causas. (para quem não sabe, sou afiliado do grupo NORML, e espero que tenham um tempo para acompanhar as pesquisas e conquistas do mesmo pelo site: http://norml.org )

Quem me conhece sabe do que gosto e, principalmente sabem que eu não mudo…eu deixo para os contextos mudarem por mim e me adapto a eles para não estagnar.

Pra finalizar, duas frases de alguem com quem fui comparado (o que me preocupou um pouco no início…) recentemente e que me fazem pensar sempre.

“Não se dê ao trabalho de dar explicações, assuma simplesmente que pode fazer o que bem entender”

“Quando alguém te criticar, apenas responda: sou o que sou e não o que você quer que eu seja. “

Dr. House.

GUS!! Te amo cara! Se você mudar, não será o GUSTAPO que eu eu gosto de provocar ( aposto que consegui fazer com você o que você e o Gil sempre fizeram comigo….deixar puto!!!)