Archive for junho, 2012


 

Tem dias nos quais eu gostaria de escrever muito, falar de meu processo de auto controle e o quanto isso tem sido bom pra mim. O prazer que tenho tido ultimamente em me conhecer…

…mas tem horas que a unica coisa que queremos é saber que há quem entenda isso .Que saiba o que se passa sem que precisemos falar nada…

Que bom que o mundo é grande o suficiente pra ter gente que sente o mesmo e sabe como traduzir isso em música pra tocar a alma…

Scott Matthews tem sido um dos melhores “ombros” nos ultimos anos…

No seu ultimo album “What the night delivers” ele traduziu o que estou buscando com uma sensibilidade ímpar…

Scott Matthews – Myself Again.

The morning arrives,
Realization still inside.
Will I ever get back home?
Every feather floats alone.

Day after day,
The clock is ticking and winding away.
Where are you tonight?
I can still hear the chimes.

Oh why? oh why?
What I’ve got in the end,
Is a life to try and mend,
And all I need is a chance to be myself again,
What I’ve got in the end,
Is a life to try and mend,
And all I need,
Is to be myself again.

Cry to the sound,
Of a place I should be around.
Oh that endless rage inside of me,
Will I ever rest in peace?
You all seem so blind,
Yet the truth hangs between your eyes.
Please help me come through,
And I’ll come back to you.

Oh why? oh why?
What I’ve got in the end,
Is a life to try and mend,
And all I need is a chance to be myself again.
What I’ve got in the end,
Is a life to try and mend,
And all I need,
Is to be myself again.

I’m just a feather that floats all alone, I am scared.
Falling alone, disappear like a breath in the air.

I wanna, be.
I wanna, be.
I wanna, be myself again.

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As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveria viagens nem aventuras nem novas descobertas – “Voltaire”.

A coragem é um vício louco…

A coragem somada ao desejo nos torna inconsequentes quando a liberdade nos permite viver sonhos que não afetam aos despertos.

A coragem somada ao orgulho nos alimentam com o combustivel da vida soprando as velas sem rumo inflando sonhos e cruzando mares sem a perspectiva de um porto.

A coragem somada a experiencia nos torna imunes a dor de perdas e frustrações. Transforma a pele da cara em madeira e o coração em diamante. A lingua em aço e os punhos em ferro. Forja e tempera com o fogo das paixões passadas e o martelo do orgulho.

Chega um momento que a contemplação do caminho percorrido e a consciencia do que se passou nos remete a momentos nos quais vemos nós mesmos de fora. Alheios a tudo o que movia aquele “eu”, aos erros, acertos, talentos e defeitos.

A falta de rumo que nos levou a lugares incomuns nos impregnou com a crosta da maturidade. Embora sem propósito, como não há causa sem efeito, somos vitimas do efeito que nos dá uma causa. Define e molda um caráter flexível, porém forte.

 

Sinto que meu tempo terminou quando dei o presente da vida pra um herdeiro que tem todo um mundo a percorrer, mares a singrar e velas infinitas pra inflar com os ventos da coragem. Agora um rumo se desenhou para mim de forma que o desafio se tornou um deleite.

Embora parar pra olhar para traz nos traga a saudade de tempos, pessoas e situaçoes que se foram, nos traz tambem a a coceira nos bronquios quando enchemos os pulmões de ar e olhamos de novo para frente…

…E nos lembramos que coragem não é uma qualidade.

Não se trata de um traço de caráter. Nem tão pouco de um sentimento.

A coragem é um vício que nos faz chorar num misto de melancolia e euforia por saber que os preços de nossos sonhos são infinitamente pequenos perto do sentimento de plenitude ao sair vivo de onde outros caíram e de onde muitos mais não se deram o privilégio de marcar seu nome em corações que um dia se tornarão pedra…por medo.

Poucos sabem por onde andei ou das coisas que fiz, por que ou por quem. Mas quando me lembro de tudo sinto um estranho orgulho como se fosse uma outra pessoa….por um momento meu EGO se transforma em OUTRO….e me sinto amigo de mim mesmo.

“Meu punho fechado erguido ao céu é do mesmo tamanho e representa meu coração em brasa se alimentando do vento sem direção. Esperando mais um amor, uma musica uma paixão. Pra dar sentido a uma alma que leve voa. Nunca a toa mas livre. Livre e completa”  Julio Cesar Antonio.

Hoje marcou um dia no qual eu parei e olhei pra traz. Sem arrependimento, sem dor e cheio de coragem…mais um dentre muitos. Sem tiranos, sem amarras e sem medo.

Só coragem.

In Our Nature

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

In Our Nature é o segundo álbum do cantor e compositor sueco José González. Foi lançado em 25 de setembro de 2007 pela Mute Records nos Estados Unidos da Améria, Imperial Recordings na Suécia e Peacefrog Records no Reino Unido. As letras estão centradas na condição humana, ou a natureza a qual o título se refere. Apesar da sonoridade ainda estar baseada no violão e no vocal como em seu álbum de estréia, batidas de palmas, backing vocals e sintetizadores se somam ao som de José neste segundo disco.

Na Suécia, o primeiro single foi “Killing for Love”, enquanto no resto da Europa foi “Down the Line”. Ambos singles tiveram como lado-b uma cover de “Smalltown Boy” do Bronski Beat.

Todas as canções escritas por José González, exceto quando especificado.

  1. “How Low” – 2:43
  2. “Down the Line” – 3:15
  3. “Killing for Love” – 3:07
  4. “In Our Nature” – 2:46
  5. Teardrop” (Robert Del Naja,      Grant Marshall,      Andrew Vowles, Elizabeth      Fraser) – 3:38
  6. “Abram” – 1:51
  7. “Time to Send Someone      Away” (González, Matthias Bergqvist) – 2:51
  8. “The Nest” – 2:27
  9. “Fold” – 2:59
  10. “Cycling Trivialities” – 8:09
  11. “You’re an Animal”      – 4:18 (faixa bônus no iTunes Store)

http://www.mediafire.com/?hn42g6d8he9q05g

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