Após alguns meses, medicamentos e posts, creio que o SUPERAVIT de atenção tenha me mandado para lugares e assuntos que fugiram ou se fundiram a proposta inicial do blog que era relatar a maneira que encontrei para diminuir um comportamento compulsivo (eufemismo técnico para “VÍCIO”) e creio que mergulhei cada vez mais para dentro de um EU que se encontrava decantado na mais profunda imensidão de desejos, medos e sonhos. O cérebro precisava de um certo “defrag” pra poder otimizar o processamento e dei uma limpada em certos arquivos que só ocupavam espaço.

Caso vocês tenham tempo para ler todos os posts antigos, saberão que após 20 anos diminuindo a capacidade de processamento do meu cérebro devido a um problema até então desconhecido por mim, o “SUPERÁVIT DE ATENÇÃO”, fumando maconha, bebendo com amigos (eu arrumava amigos para “ver” quase todos os dias durante o início da minha vida adulta) cigarros (cheque a quantidade de entorpecentes dentro de um cigarro pra saber o quanto isso me ajudava no entorpecimento), relacionamentos (sim…certos relacionamentos são fugas…sou doutorado nessa matéria) e caminhadas (pelo menos uma saudável…endorfina vicia tambem) e trabalho.

Essa atividade frenética ainda é notada na maneira como escrevo (haspas, parênteses, notas de rodapé, e todos os e-te-cé-te-ras possíveis…) e isso eu ainda não vejo porque sublimar, mas (a título de curiosidade para os profissionais que acompanham meu blog e me conhecem pessoalmente) tive uma redução DRÁSTICA na velocidade e volume de como falo. Diminuíram os desconfortos gerados pela perda da linha de raciocinio (o fio da meada não sai mais da minha mão) , gestos expansivos demais, tiques (eu tamborilava incessantemente os dedos ao som de qualquer musica ou esfregava na pele de quem estivesse me tocando na ocasião…) e desvios de assunto.

Do ponto de vista comportamental, isso é uma vitória para mim e para os profissionais em quem confiei e tenho o prazer de poder chamar de amigos hoje. Não fui um caso muito difícil nem problemático e ouvi coisas a meu respeito que me deixaram bastante confiante. Principalmente no que se refere a minha inteligência (posta em segundo plano pela ideia errônea de que minha simpatia e carisma valiam mais) que me ajudaram bastante quando tive de tirá la do limbo em que havia deixado.

Pra resumir, não é uma questão médica complexa.

Não se trata de um caso de superação e auto controle baseado em privação.

Adaptar se a uma condição ou situação é como saber se comportar em um país diferente. É “LÚDICO” até certo ponto e NECESSÁRIO em TODOS os pontos…

Se trata de determinação em conseguir algo que qualquer um pode e deve fazer. Não em prol de filhos, amigos, família ou pátria.

A evolução pessoal é um DEVER. O livre arbítrio é, além de um direito pode se tornar (e frequêntemente se torna) uma negligência que traz prejuízo quando a escolha é se abster de evoluir e ser útil para a raça da qual pertence. A humanidade (nota: “espécie” é diferente…o assunto etnico já foi tratado nesse blog e aida tem espaço para futuras incursões)

Qualquer história de superação se torna maravilhosa quando se trata de um esforço fruto de alguma perda ou limitação.

Não cabe a mim expor a minha perda ou limitações auto-impostas. O valor das coisas é variável demais de pessoa para pessoa e a minha perda maior pode parecer apenas um capricho para alguns.

O ser humano é provido de orgulho para algum propósito. É uma arma que pode ser usada para benefício próprio mas pesada demais para se carregar. Por isso muitos dão tantos tiros no próprio pé.

Evolução é ter controle de seus sentimentos e consciencia de suas ações e consequências, sendo que o primeiro é o mais difícil. Saber agir coerentemente sem que os sentimentos atrapalhem é tido como frieza até que os resultados e consequências se tornem a prova de que a decisão e ação certa foi tomada.Não importa o tempo que leve. Não importa o que tenha se perdido com isso.

Hoje passo por uma situação onde tenho consciencia de perdas futuras, dificuldades vindouras e problemas atuais.

Qualquer fuga disso agora seria como falhar no alicerce de uma construção.

Para que essa ladainha toda tenha um um efeito prático, é preciso se livrar de uma amarra: a noção de TEMPO.

O TEMPO não cura todas as feridas.O TEMPO não nos faz esquecer. O TEMPO tambem não espera ninguem.

O TEMPO é uma maneira de fazer com que a existência tenha uma ordem, porém ele se limita a ordenar o desenvolvimento MATERIAL e não abstrato.

O ser humano é um ser dotado de CONSCIENCIA. Atribuir isso a qualquer manifestação espiritual é um erro. Biológica? Ainda uma dúvida. Intelectual? Definitivamente não.

A CONSCIENCIA é a alma do TEMPO. São a mesma manifestação de necessidade e recompensa. É o oxigênio da evolução.

Se você não sabe porque respira sem precisar pensar para isso, talvez precise saber porque o tempo passa, ou porque a existencia material definha. A razão é uma só.

Para unir leigos a eruditos…

The Piano Guys:

(extraído da fonte inesgotável: Wikipedia…contribua com o seu conhecimento tambem…)

The Piano Guys (Os Rapazes do Piano) é um grupo musical americano composto por Jon Schmidt e Steven Sharp Nelson. Eles ficaram famosos através do YouTube, onde vêm postando vídeos de arranjos e misturas de músicas populares e clássicas, acompanhados de clipes de visual profissional. Seu primeiro álbum foi lançado em dezembro de 2011

Jon toca o piano e Steven toca o violoncelo – ambos utilizando os tipos elétrico e clássico.

Em muitas músicas, eles gravam várias trilhas de áudio que são misturadas. Ocasionalmente, eles também sobrepõem os vídeos das diversas trilhas para dar a impressão que muitos músicos idênticos estão tocando ao mesmo tempo.

The Piano Guys Hits Vol. 1:

Drop it:

http://www.4shared.com/zip/JzDmSzYe/PGVol_1.html

Primero álbum do grupo, lançado em dezembro de 2011.

Músicas:

  1. Michael Meets Mozart
  2. Moonlight
  3. Without You
  4. The Cello Song
  5. Rolling In The Deep
  6. Cello Wars (Radio Edit)
  7. O Fortuna (Carmina Burana)
  8. Bring Him Home (Les      Misérables)
  9. Charlie Brown Medley
  10. Rock Meets Rachmaninoff
  11. All Of Me

A “Edição Limitada” do álbum contém duas músicas adicionais:

  • More Than Words
  • Twinkle Lullaby

Nota:

The Cello Song

Este vídeo é um arranjo e adaptação original da primeira música da Suite para Violoncelo Solo (Prelúdio), de Johann Sebastian Bach, feito por Steven Sharp Nelson. Enquanto a música original continha apenas um solo de violoncelo, Steven a adaptou para 8 violoncelos, com a adição de material original. Foi postado no Youtube em 14 de junho de 2011. Na descrição, Steven explica que a música foi nomeada “The Cello Song” (A música do violoncelo) porque as pessoas sempre se referiam à música original de Bach dessa forma, já que ninguém conseguia lembrar o seu nome correto. ( o mesmo aconteceu comigo quando procurava por “Gavotte en rondeau” e tambem com “Gymnopedie“ do Eric Satie…acho que todos já passaram por isso um dia….)

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