Archive for maio, 2012


Após alguns meses, medicamentos e posts, creio que o SUPERAVIT de atenção tenha me mandado para lugares e assuntos que fugiram ou se fundiram a proposta inicial do blog que era relatar a maneira que encontrei para diminuir um comportamento compulsivo (eufemismo técnico para “VÍCIO”) e creio que mergulhei cada vez mais para dentro de um EU que se encontrava decantado na mais profunda imensidão de desejos, medos e sonhos. O cérebro precisava de um certo “defrag” pra poder otimizar o processamento e dei uma limpada em certos arquivos que só ocupavam espaço.

Caso vocês tenham tempo para ler todos os posts antigos, saberão que após 20 anos diminuindo a capacidade de processamento do meu cérebro devido a um problema até então desconhecido por mim, o “SUPERÁVIT DE ATENÇÃO”, fumando maconha, bebendo com amigos (eu arrumava amigos para “ver” quase todos os dias durante o início da minha vida adulta) cigarros (cheque a quantidade de entorpecentes dentro de um cigarro pra saber o quanto isso me ajudava no entorpecimento), relacionamentos (sim…certos relacionamentos são fugas…sou doutorado nessa matéria) e caminhadas (pelo menos uma saudável…endorfina vicia tambem) e trabalho.

Essa atividade frenética ainda é notada na maneira como escrevo (haspas, parênteses, notas de rodapé, e todos os e-te-cé-te-ras possíveis…) e isso eu ainda não vejo porque sublimar, mas (a título de curiosidade para os profissionais que acompanham meu blog e me conhecem pessoalmente) tive uma redução DRÁSTICA na velocidade e volume de como falo. Diminuíram os desconfortos gerados pela perda da linha de raciocinio (o fio da meada não sai mais da minha mão) , gestos expansivos demais, tiques (eu tamborilava incessantemente os dedos ao som de qualquer musica ou esfregava na pele de quem estivesse me tocando na ocasião…) e desvios de assunto.

Do ponto de vista comportamental, isso é uma vitória para mim e para os profissionais em quem confiei e tenho o prazer de poder chamar de amigos hoje. Não fui um caso muito difícil nem problemático e ouvi coisas a meu respeito que me deixaram bastante confiante. Principalmente no que se refere a minha inteligência (posta em segundo plano pela ideia errônea de que minha simpatia e carisma valiam mais) que me ajudaram bastante quando tive de tirá la do limbo em que havia deixado.

Pra resumir, não é uma questão médica complexa.

Não se trata de um caso de superação e auto controle baseado em privação.

Adaptar se a uma condição ou situação é como saber se comportar em um país diferente. É “LÚDICO” até certo ponto e NECESSÁRIO em TODOS os pontos…

Se trata de determinação em conseguir algo que qualquer um pode e deve fazer. Não em prol de filhos, amigos, família ou pátria.

A evolução pessoal é um DEVER. O livre arbítrio é, além de um direito pode se tornar (e frequêntemente se torna) uma negligência que traz prejuízo quando a escolha é se abster de evoluir e ser útil para a raça da qual pertence. A humanidade (nota: “espécie” é diferente…o assunto etnico já foi tratado nesse blog e aida tem espaço para futuras incursões)

Qualquer história de superação se torna maravilhosa quando se trata de um esforço fruto de alguma perda ou limitação.

Não cabe a mim expor a minha perda ou limitações auto-impostas. O valor das coisas é variável demais de pessoa para pessoa e a minha perda maior pode parecer apenas um capricho para alguns.

O ser humano é provido de orgulho para algum propósito. É uma arma que pode ser usada para benefício próprio mas pesada demais para se carregar. Por isso muitos dão tantos tiros no próprio pé.

Evolução é ter controle de seus sentimentos e consciencia de suas ações e consequências, sendo que o primeiro é o mais difícil. Saber agir coerentemente sem que os sentimentos atrapalhem é tido como frieza até que os resultados e consequências se tornem a prova de que a decisão e ação certa foi tomada.Não importa o tempo que leve. Não importa o que tenha se perdido com isso.

Hoje passo por uma situação onde tenho consciencia de perdas futuras, dificuldades vindouras e problemas atuais.

Qualquer fuga disso agora seria como falhar no alicerce de uma construção.

Para que essa ladainha toda tenha um um efeito prático, é preciso se livrar de uma amarra: a noção de TEMPO.

O TEMPO não cura todas as feridas.O TEMPO não nos faz esquecer. O TEMPO tambem não espera ninguem.

O TEMPO é uma maneira de fazer com que a existência tenha uma ordem, porém ele se limita a ordenar o desenvolvimento MATERIAL e não abstrato.

O ser humano é um ser dotado de CONSCIENCIA. Atribuir isso a qualquer manifestação espiritual é um erro. Biológica? Ainda uma dúvida. Intelectual? Definitivamente não.

A CONSCIENCIA é a alma do TEMPO. São a mesma manifestação de necessidade e recompensa. É o oxigênio da evolução.

Se você não sabe porque respira sem precisar pensar para isso, talvez precise saber porque o tempo passa, ou porque a existencia material definha. A razão é uma só.

Para unir leigos a eruditos…

The Piano Guys:

(extraído da fonte inesgotável: Wikipedia…contribua com o seu conhecimento tambem…)

The Piano Guys (Os Rapazes do Piano) é um grupo musical americano composto por Jon Schmidt e Steven Sharp Nelson. Eles ficaram famosos através do YouTube, onde vêm postando vídeos de arranjos e misturas de músicas populares e clássicas, acompanhados de clipes de visual profissional. Seu primeiro álbum foi lançado em dezembro de 2011

Jon toca o piano e Steven toca o violoncelo – ambos utilizando os tipos elétrico e clássico.

Em muitas músicas, eles gravam várias trilhas de áudio que são misturadas. Ocasionalmente, eles também sobrepõem os vídeos das diversas trilhas para dar a impressão que muitos músicos idênticos estão tocando ao mesmo tempo.

The Piano Guys Hits Vol. 1:

Drop it:

http://www.4shared.com/zip/JzDmSzYe/PGVol_1.html

Primero álbum do grupo, lançado em dezembro de 2011.

Músicas:

  1. Michael Meets Mozart
  2. Moonlight
  3. Without You
  4. The Cello Song
  5. Rolling In The Deep
  6. Cello Wars (Radio Edit)
  7. O Fortuna (Carmina Burana)
  8. Bring Him Home (Les      Misérables)
  9. Charlie Brown Medley
  10. Rock Meets Rachmaninoff
  11. All Of Me

A “Edição Limitada” do álbum contém duas músicas adicionais:

  • More Than Words
  • Twinkle Lullaby

Nota:

The Cello Song

Este vídeo é um arranjo e adaptação original da primeira música da Suite para Violoncelo Solo (Prelúdio), de Johann Sebastian Bach, feito por Steven Sharp Nelson. Enquanto a música original continha apenas um solo de violoncelo, Steven a adaptou para 8 violoncelos, com a adição de material original. Foi postado no Youtube em 14 de junho de 2011. Na descrição, Steven explica que a música foi nomeada “The Cello Song” (A música do violoncelo) porque as pessoas sempre se referiam à música original de Bach dessa forma, já que ninguém conseguia lembrar o seu nome correto. ( o mesmo aconteceu comigo quando procurava por “Gavotte en rondeau” e tambem com “Gymnopedie“ do Eric Satie…acho que todos já passaram por isso um dia….)

Esse pensamento me fez lembrar de um amigo que mevoltou os olhos para mim mesmo e me fez ter inveja do pai que eu não sabia que existia dentro de mim até então.

Ao ver uma fotografia de LUIZ ” CABELO DE AÇO” CERQUEIRA (Coloque junto do nome a palavra “arembepe”no google que aparece alguma entrevista desse genial artista plástico, escultor, ativista, poeta, amigo e ser humano) embalando o sono de seu filho já crescido (16 anos) eu aprendi o que é o amor de um pai pelo seu legado e o valor de sua continuação.

Esse “Hippie” banguélo que tem mais histórias pra contar do que dread locks na cabeça me mostrou atributos que até então eu não sabia que tinha. Ele foi responsável pela construção de sua casa (a mais bonita e mais “onírica” de Arembepe) e pela cosntrução da minha personalidade…tudo isso apenas com sua hospitalidade e carinho. Sinto muito sua falta e espero poder visitar meu amigo em breve…

Ele é responsável pela união de pintura e poesia unidos na perspectiva de sua janela…

Atualmente tenho estado ocupado sendo o PAI que  aprendi a ser ao ver aquela foto.

Enquanto isso tenho lampejos de poesia que compartilho conforme posso…

Um amor perdido é como uma estrela:

Por mais inatingível e distante que esteja

Se torna nosso rumo e nos acaricia com sua luz gerada no passado

Mesmo que só agora nós tenhamos dado conta de que seu brilho é eterno.

Julio Cesar Antonio

 

…e claro um pouco de música…