Um detalhe referente ao processo que deu vida a esse blog ( a minha mudança de hábitos…) e que tem me chamado bastante e atenção é o fato de eu ter passado mais ou menos uns 20 anos sem lembrar dos meus sonhos. Costumava acordar e tentava de toda forma me recordar de alguma passagem, qualquer cenário, pessoa… enfim.Não me lembrava de absolutamente nada e assim foi por um bom tempo.

Desde o meio de Janeiro para cá eu tenho retomado o prazer do sonho.Eles voltaram como quando eu era criança. Com cores indescritíveis e enredos tão bem estruturados que me supreendem pela coerência as vezes, ou pelo surrealismo.

Semana retrasada (tambem impotante é o fato de me lembrar QUANDO eu sonhei determinado sonho) eu sonhei que andava com amigos recentes por um jardim gramado que, ao invéz de flores era adornado por PÁSSAROS das mais variadas cores e tamanhos. Eram tantos que chegavam a cobrir totalmente a grama.Pareciam conversar entre si como se fossem nações, tribos em alguma espécie de encontro anual de aves ornamentais, cada uma ostentando plumagem mais exuberante que a outra.

Acordei pensando laranja, púrpura azul turqueza e verde-água….

 

A Conferência dos Pássaros (em persa: منطق الطیر, Mantiqu ‘t-Tayr, 1177), também traduzido para o português como A Linguagem dos Pássaros, é um livro de poemas em Persa by Farid ud-Din Attar de cerca de 4500 linhas. O enredo da história contada pelo poema é a seguinte: os pássaros do mundo se reúnem para decidir quem será seu rei, já que eles não têm nenhum. A poupa (Upupa sp.), o mais sábio de todos eles, sugere que eles devem encontrar o lendário Simorgh, um pássaro mítico persa – uma alegoria da busca por Deus. A poupa respresenta um um mestre sufi e cada uma da aves que desiste da viagem representa uma falha humana que impede o homem de atingir a iluminação. Do grupo de pássaros que parte, somente trinta pássaros consegue, finalmente, chegar ao local de moradia do Simorgh. Lá eles descobrem que eles mesmos são o rei que procuram.

Além de ser um dos exemplos mais célebres da poesia persa, este livro se baseia em um jogo de palavras entre as palavras Simorgh e “si morgh” – que significa “trinta pássaros” em persa.

Para alcançar o local onde está o Simorgh – o Monte Qaf – as aves devem atravessar sete vales: Talab (ânsia), Eshq (amor), Marifat (gnose), Istighnah (desapego), Tawhid (unidade de Deus), Hayrat (perplexidade) e, finalmente, Fuqur e Fana (abnegação e extinção). Estes vales representam as estações que um sufi ou qualquer indivíduo deve passar a perceber a verdadeira natureza de Deus.

Dentro do contexto maior da história da viagem dos pássaros, Attar conta ao leitor, em estilo poético, diversas historietas didáticas e cativantes. Toda a obra reflete a doutrina sufi, que inclui a noção mística de que Deus não é externo ou separado do universo, e sim a totalidade da existência. Os trinta pássaros buscando o Simorgh percebem que o Simorgh nada nada mais é do que a sua totalidade transcendente. Ao perceberem a verdade, eles assim chegam à estação de Baqa (subsistência), que fica no topo do Monte Qaf.

Fonte: Wikipedia

The conference of Birds:

http://sufibooks.info/Sufism/The_Conference_of_the_Birds_Fardiuddin_Attar.pdf

A conferencia dos passaros:

http://www.imagomundi.com.br/espiritualidade/conferencia_passaros.pdf

Musica inspirada na obra:

 OM– Conference of birds (2006)

http://www.mediafire.com/?dywqv1gmhln

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