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Habibity

Jarhaiin“HERA”

I’ve been away for a while….

Heard some new tunes…have been through some sort of spiritual transformation and identity discover….

But I felt like some part of me express those changes and feelings with the songs/artists I found riding the sound of their own inner worlds and the scent of their culture, beliefs and tradition, no matter what STYLE, RITHYM or TREND this tune may be labeled. I label two types of music: Good and bad….

This year I was hit by a shooting star who landed in Saudi Arábia, shy shinning yet, but breathing like a new born babe to shoot a blast over the world with a peculiar arabic spice over metal…heavy…fast….

I could  spend hours, days and nights talking about her passion for Heavy Metal. But I’ll try to focus on her work (otherwise I would declare my love right here, right now…) wich just AMAZED ME!

Heidi Habib is the mind, fingers, throat, power and passion behind HERA. Yet a project headed by this prodigy from Middle East, the few songs available are just a glimpse of what Heidi is capable of.

She can sing sweet as a siren, hypnotizing,  turning music into perfume while your soul is dragged into a void of heavyness and speed. She’s an overdose, frantically spinning you out whilst swallow you gently into darkness and numbness…

300x300(1)

She’ is something else. I always worshipped those super Rockstars who write, compose, and play everything. They seemed to be powerfull at a time when a kid needs a hero.

I’m not a kid anylonger, I don’t need a hero anymore. She showed me that she is way bigger than a ONE WOMAN BAND. She’s passion, strenght and beauty.

And for more that I try to describe the HERA effect, I know I won’t be clear enough….I’m already addicted….i’m already enchanted….

To take your own conclusions about her work, please check this tunes and prepare to surrender……you will be as lost as I got…into the blue of her eyes and the power of her songs.

http://soundcloud.com/heidi-habib

http://www.reverbnation.com/HeidiHabib

https://www.facebook.com/HERABANDOFFICIAL?fref=ts

Para os orfãos musicais…

Siga:
http://soundrounding.wordpress.com/

 Eu tenho sofrido um vazio de ideias ultimamente para escrever.

 Desde que comecei a postar neste blog as minhas experiências, notei uma diferença muito grande nos posts devido a diversidade de SENTIMENTOS que me levavam a escrever.

A experiência com a medicação foi a menor e mais irrelevante no processo todo, por isso deixei de lado qualquer tipo de detalhe. Não era minha intenção fazer uma “receita de bolo” ou um “How to leave your biggests vices” nem nada disso.

 Minha intenção era dar vazão a muita coisa que ficou encalhada na minha mente há muito tempo.

Em tecnologia da informação poderia ser descrito como um “Clean Up” das filas de mensagem, ou um DEFRAG no cérebro.

Eu sofri por muito tempo com uma enxurrada muito exagerada de informações e ideias desordenadas que não me levaram a a nenhum lugar que eu tivesse definido.

 Ao assistir “Beleza Americana” (sim…aquele com a Mena Suvary, pétalas de rosa…enfim….) eu percebi uma simbologia por trás daquele saco plástico.

Aquilo me fez pensar em como tenho levado e deixado levar a minha vida nos últimos anos…achei que isso iria acontecer aos 30 na “tal crise que acompanha essa idade. Não aconteceu ..para meu azar…ou sorte, levando em consideração as descobertas que fiz, os lugares em que passei, as pessoas que conheci, as qualidades que adquiri, as dores sofridas, os prazeres e satisfações conquistados durante todo o tempo no qual me vi perdido nesse turbilhão de ideias e sentimentos.

 Sou feliz por saber que isso tinha um propósito. Mesmo que fosse obscura para mim até então. Aprendi a perder. A cair e levantar e a não cair mais.

Mesmo que esse propósito tenha sido descoberto durante e não ao final desse processo.

Após essa ordenação de ideias e sentimentos e PRINCÍPIOS descobertos e refinados com a experiência, cheguei a uma conclusão.

 Em um sonho. Tudo aconteceu nesse sonho e me mostrou o que fazer. Não importando a recompensa (já tive muitas delas mesmo fazendo o que era ERRADO e não me arrependo, pelo contrário, agradeço por ter errado) nem o reconhecimento alheio.

 Parece egoísmo dizer isso, mas pela primeira vez em vários anos, eu NÃO LIGO PARA O QUE OS OUTROS PENSAM OU DIZEM. Eu acreditava que, fazendo o que queria da minha vida (ou o que achava certo) seria agraciado com admiração, com amor…

 …A vida só traz uma coisa dos outros: COMPREENSÃO ou INVEJA…o resto é consequência disso.

 Eu tive um sonho no qual ouvi uma frase que me fez toda a diferença. “VOCÊ SEMPRE SOUBE QUEM EU ERA E QUE EU ESTAVA SEMPRE COM VOCÊ”.

Essa frase, acompanhada do toque em minha mão e o perfume de chá verde me trouxeram a uma consciência que não tive desde há muito. Uma sensação de clareza e paz que eu jamais havia sentido…

 Eu acordei de um sonho com a sensação de que o que buscava sem saber , embora não estivesse mais no meu cuotidiano, nunca mais deixaria de existir em cômodo muito protegido e especial no fundo da minha mente e do coração ( e em ambas as amígdalas existentes…quem é da área de saúde sabe do que estou falando…) por fazer parte do meu ser. Por ser igual…tão igual…

 Ao saber o RUMO que devo tomar, me despi de qualquer tipo de pretensão ou de espera. O que devo fazer não é passivo de recompensa ou de reconhecimento. UM HOMEM DEVE FAZER AQUILO QUE DEVE FAZER… diria um amigo meu parafraseando a série “Breaking Bad”.

 Assumir o próprio EU e compreendê lo é uma tarefa que muita gente não consegue resolver durante a própria vida. Meu próprio pai foi um exemplo disso para mim. Muita gente que amo ou conheço superficialmente passa pelo mesmo.

 Não se trata de traçar um caminho. O rumo está traçado conforme aquilo que desejamos. Fazer o certo é questão de coerência. muitas vezes percebida por quem está de fora.

 Eu achei por muito tempo que ter opinião própria era fazer o que achava melhor ou o que queria.

 OPINIÃO é uma questão de bom senso. E quando não o temos, isso afeta no caminho. Principalmente quando dois olham na mesma direção.

 Meu bom senso voltou após um sonho. E, ironicamente parece estupidez para muitos.

 Agora vou ter de fazer o que quis sempre sem querer. Sem ter como intenção contrariar o que os outros estão acostumados a achar que é o certo.

 Chegou a hora na qual vou REALMENTE por a prova a coragem que adquiri no caminho trilhando rumos que, ao final iriam me levar não de volta, mas ao TEMPO certo e LUGARES certos….Por a prova que algumas perdas são somente uma trascendência de situação. Como a confusão da puberdade ou o estado de Casulo da lagarta.

 Quanto as pessoas que vou encontrar nesse caminho…ou reencontrar…vai depender da sorte. Um dia tive toda a sorte do mundo e deixei escapar como “fumaça”…agora vou ter de REFAZER a minha sorte. E tenho feito com muita sabedoria e prazer em ter a consciencia sobre esse processo.

 Coragem não falta…juventude…talvez (mentira! Afrodescendentes não envelhecem tão cedo…). Medo?

 Só o medo de estar errado. Mas isso….é o necessário para não me tirar do meu “RUMO“…

 Tenho uma vida nova pra viver, e uma vida nova pra cuidar. Responsabilidade que não vai me tirar do meu rumo. Pelo contrário, vão me deixar mais com o pé no chão e me ajudar a ter força pra ME enfrentar… Meu maior inimigo tem sido EU mesmo. Isso mudou pra melhor e agora tenho do meu lado um aliado poderosamente teimoso.

 Esse é o meu último posts nesse blog. Acho que esgotei o que deveria expressar e ficaria muito feliz caso ele tenha sido de alguma valia seja lá para quem for. Seja no âmbito motivacional, sentimental, de entretenimento…seja pelas musicas postadas nele,  imagens, videos,  informações, e-books entre outras coisas…

 O que importa é que tudo que queria falar para quem importa de verdade foi escrito aqui. Isso fe uma diferença enorme para mim. Quem leu compartilhou.

Eu sei que ninguém é diferente de mim. Só espero que vocês encontrem seu RUMO assim como eu….mesmo não esperando mais nada em troca com a dignidade que só o tempo nos confere.

 Fiquem em paz e aproveitem o ultimo disco postado. Me tocou tanto quanto o sonho…espero que os toque também.

 PS: Logo eu faço outro blog para não deixar nenhum dos fãs do meu BOM GOSTO MUSICAL AVASSALADOR órfão…..(olhar de Malcom “Alex” McDowell no final de Laranja mecânica…)

 

Lianne La Havas

 Eu baixei esse disco por curiosidade. Foi um estalo de sorte que me acomete de vez em quando e me impele a compartilhar. Assim como o personagem do Jack Nicholson em “Melhor Impossível” tenho essa mania de passar o que penso e sinto com as musicas que apresento aos outros.

 Tamanho foi o meu espanto com a simplicidade, a doçura e o sentimento contidos na voz dessa cantora britânica que vai completar 23 anos em 23/08 próximo.

 Eu poderia passar linhas e linhas falando do que sinto ouvindo suas músicas, mas…estranhamente só tenho a dizer que elas falam por si só….(DESTAQUES: No Room For Doubt, They Could Be Wrong e a minha preferida Everything Everything)

Lianna L Havas ” Is your love big enough?”

 http://www.liannelahavas.com/

 

01. Don’t Wake Me Up

02. Is Your Love Big Enough?

03. Lost & Found

04. Au Cinema

05. No Room For Doubt*

06. Forget

07. Age

08. Elusive (Scott Matthews cover)

09. Everything Everything ***

10. Gone

11. Tease Me

12. They Could Be Wrong**

 Legenda:

 * = Muito Boa

** = Ótima!!

*** = Me faz chorar…

Eu sei que você tá aí.
Ouvi seus passos
senti seu cheiro
Caí nos braços do desespero
ao saber que não tinha pra onde fugir.

Eu sei que você tá aí.
esperando a hora,
o momento certo.
Por isso demora pra chegar mais perto
só pra dar chance de eu reagir

Eu sei que você tá aí.
mostra a verdade
que há em mim.
Pois tem vontade de que assim
seu prório segredo seja revelado

Eu sei que você tá aí.
Corpo fechado
Coração aberto
Deixando claro de que, por certo
gostaria muito de estar ao meu lado…

 

Tem dias nos quais eu gostaria de escrever muito, falar de meu processo de auto controle e o quanto isso tem sido bom pra mim. O prazer que tenho tido ultimamente em me conhecer…

…mas tem horas que a unica coisa que queremos é saber que há quem entenda isso .Que saiba o que se passa sem que precisemos falar nada…

Que bom que o mundo é grande o suficiente pra ter gente que sente o mesmo e sabe como traduzir isso em música pra tocar a alma…

Scott Matthews tem sido um dos melhores “ombros” nos ultimos anos…

No seu ultimo album “What the night delivers” ele traduziu o que estou buscando com uma sensibilidade ímpar…

Scott Matthews – Myself Again.

The morning arrives,
Realization still inside.
Will I ever get back home?
Every feather floats alone.

Day after day,
The clock is ticking and winding away.
Where are you tonight?
I can still hear the chimes.

Oh why? oh why?
What I’ve got in the end,
Is a life to try and mend,
And all I need is a chance to be myself again,
What I’ve got in the end,
Is a life to try and mend,
And all I need,
Is to be myself again.

Cry to the sound,
Of a place I should be around.
Oh that endless rage inside of me,
Will I ever rest in peace?
You all seem so blind,
Yet the truth hangs between your eyes.
Please help me come through,
And I’ll come back to you.

Oh why? oh why?
What I’ve got in the end,
Is a life to try and mend,
And all I need is a chance to be myself again.
What I’ve got in the end,
Is a life to try and mend,
And all I need,
Is to be myself again.

I’m just a feather that floats all alone, I am scared.
Falling alone, disappear like a breath in the air.

I wanna, be.
I wanna, be.
I wanna, be myself again.

As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveria viagens nem aventuras nem novas descobertas – “Voltaire”.

A coragem é um vício louco…

A coragem somada ao desejo nos torna inconsequentes quando a liberdade nos permite viver sonhos que não afetam aos despertos.

A coragem somada ao orgulho nos alimentam com o combustivel da vida soprando as velas sem rumo inflando sonhos e cruzando mares sem a perspectiva de um porto.

A coragem somada a experiencia nos torna imunes a dor de perdas e frustrações. Transforma a pele da cara em madeira e o coração em diamante. A lingua em aço e os punhos em ferro. Forja e tempera com o fogo das paixões passadas e o martelo do orgulho.

Chega um momento que a contemplação do caminho percorrido e a consciencia do que se passou nos remete a momentos nos quais vemos nós mesmos de fora. Alheios a tudo o que movia aquele “eu”, aos erros, acertos, talentos e defeitos.

A falta de rumo que nos levou a lugares incomuns nos impregnou com a crosta da maturidade. Embora sem propósito, como não há causa sem efeito, somos vitimas do efeito que nos dá uma causa. Define e molda um caráter flexível, porém forte.

 

Sinto que meu tempo terminou quando dei o presente da vida pra um herdeiro que tem todo um mundo a percorrer, mares a singrar e velas infinitas pra inflar com os ventos da coragem. Agora um rumo se desenhou para mim de forma que o desafio se tornou um deleite.

Embora parar pra olhar para traz nos traga a saudade de tempos, pessoas e situaçoes que se foram, nos traz tambem a a coceira nos bronquios quando enchemos os pulmões de ar e olhamos de novo para frente…

…E nos lembramos que coragem não é uma qualidade.

Não se trata de um traço de caráter. Nem tão pouco de um sentimento.

A coragem é um vício que nos faz chorar num misto de melancolia e euforia por saber que os preços de nossos sonhos são infinitamente pequenos perto do sentimento de plenitude ao sair vivo de onde outros caíram e de onde muitos mais não se deram o privilégio de marcar seu nome em corações que um dia se tornarão pedra…por medo.

Poucos sabem por onde andei ou das coisas que fiz, por que ou por quem. Mas quando me lembro de tudo sinto um estranho orgulho como se fosse uma outra pessoa….por um momento meu EGO se transforma em OUTRO….e me sinto amigo de mim mesmo.

“Meu punho fechado erguido ao céu é do mesmo tamanho e representa meu coração em brasa se alimentando do vento sem direção. Esperando mais um amor, uma musica uma paixão. Pra dar sentido a uma alma que leve voa. Nunca a toa mas livre. Livre e completa”  Julio Cesar Antonio.

Hoje marcou um dia no qual eu parei e olhei pra traz. Sem arrependimento, sem dor e cheio de coragem…mais um dentre muitos. Sem tiranos, sem amarras e sem medo.

Só coragem.

In Our Nature

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

In Our Nature é o segundo álbum do cantor e compositor sueco José González. Foi lançado em 25 de setembro de 2007 pela Mute Records nos Estados Unidos da Améria, Imperial Recordings na Suécia e Peacefrog Records no Reino Unido. As letras estão centradas na condição humana, ou a natureza a qual o título se refere. Apesar da sonoridade ainda estar baseada no violão e no vocal como em seu álbum de estréia, batidas de palmas, backing vocals e sintetizadores se somam ao som de José neste segundo disco.

Na Suécia, o primeiro single foi “Killing for Love”, enquanto no resto da Europa foi “Down the Line”. Ambos singles tiveram como lado-b uma cover de “Smalltown Boy” do Bronski Beat.

Todas as canções escritas por José González, exceto quando especificado.

  1. “How Low” – 2:43
  2. “Down the Line” – 3:15
  3. “Killing for Love” – 3:07
  4. “In Our Nature” – 2:46
  5. Teardrop” (Robert Del Naja,      Grant Marshall,      Andrew Vowles, Elizabeth      Fraser) – 3:38
  6. “Abram” – 1:51
  7. “Time to Send Someone      Away” (González, Matthias Bergqvist) – 2:51
  8. “The Nest” – 2:27
  9. “Fold” – 2:59
  10. “Cycling Trivialities” – 8:09
  11. “You’re an Animal”      – 4:18 (faixa bônus no iTunes Store)

http://www.mediafire.com/?hn42g6d8he9q05g

DROP IT!!!

Após alguns meses, medicamentos e posts, creio que o SUPERAVIT de atenção tenha me mandado para lugares e assuntos que fugiram ou se fundiram a proposta inicial do blog que era relatar a maneira que encontrei para diminuir um comportamento compulsivo (eufemismo técnico para “VÍCIO”) e creio que mergulhei cada vez mais para dentro de um EU que se encontrava decantado na mais profunda imensidão de desejos, medos e sonhos. O cérebro precisava de um certo “defrag” pra poder otimizar o processamento e dei uma limpada em certos arquivos que só ocupavam espaço.

Caso vocês tenham tempo para ler todos os posts antigos, saberão que após 20 anos diminuindo a capacidade de processamento do meu cérebro devido a um problema até então desconhecido por mim, o “SUPERÁVIT DE ATENÇÃO”, fumando maconha, bebendo com amigos (eu arrumava amigos para “ver” quase todos os dias durante o início da minha vida adulta) cigarros (cheque a quantidade de entorpecentes dentro de um cigarro pra saber o quanto isso me ajudava no entorpecimento), relacionamentos (sim…certos relacionamentos são fugas…sou doutorado nessa matéria) e caminhadas (pelo menos uma saudável…endorfina vicia tambem) e trabalho.

Essa atividade frenética ainda é notada na maneira como escrevo (haspas, parênteses, notas de rodapé, e todos os e-te-cé-te-ras possíveis…) e isso eu ainda não vejo porque sublimar, mas (a título de curiosidade para os profissionais que acompanham meu blog e me conhecem pessoalmente) tive uma redução DRÁSTICA na velocidade e volume de como falo. Diminuíram os desconfortos gerados pela perda da linha de raciocinio (o fio da meada não sai mais da minha mão) , gestos expansivos demais, tiques (eu tamborilava incessantemente os dedos ao som de qualquer musica ou esfregava na pele de quem estivesse me tocando na ocasião…) e desvios de assunto.

Do ponto de vista comportamental, isso é uma vitória para mim e para os profissionais em quem confiei e tenho o prazer de poder chamar de amigos hoje. Não fui um caso muito difícil nem problemático e ouvi coisas a meu respeito que me deixaram bastante confiante. Principalmente no que se refere a minha inteligência (posta em segundo plano pela ideia errônea de que minha simpatia e carisma valiam mais) que me ajudaram bastante quando tive de tirá la do limbo em que havia deixado.

Pra resumir, não é uma questão médica complexa.

Não se trata de um caso de superação e auto controle baseado em privação.

Adaptar se a uma condição ou situação é como saber se comportar em um país diferente. É “LÚDICO” até certo ponto e NECESSÁRIO em TODOS os pontos…

Se trata de determinação em conseguir algo que qualquer um pode e deve fazer. Não em prol de filhos, amigos, família ou pátria.

A evolução pessoal é um DEVER. O livre arbítrio é, além de um direito pode se tornar (e frequêntemente se torna) uma negligência que traz prejuízo quando a escolha é se abster de evoluir e ser útil para a raça da qual pertence. A humanidade (nota: “espécie” é diferente…o assunto etnico já foi tratado nesse blog e aida tem espaço para futuras incursões)

Qualquer história de superação se torna maravilhosa quando se trata de um esforço fruto de alguma perda ou limitação.

Não cabe a mim expor a minha perda ou limitações auto-impostas. O valor das coisas é variável demais de pessoa para pessoa e a minha perda maior pode parecer apenas um capricho para alguns.

O ser humano é provido de orgulho para algum propósito. É uma arma que pode ser usada para benefício próprio mas pesada demais para se carregar. Por isso muitos dão tantos tiros no próprio pé.

Evolução é ter controle de seus sentimentos e consciencia de suas ações e consequências, sendo que o primeiro é o mais difícil. Saber agir coerentemente sem que os sentimentos atrapalhem é tido como frieza até que os resultados e consequências se tornem a prova de que a decisão e ação certa foi tomada.Não importa o tempo que leve. Não importa o que tenha se perdido com isso.

Hoje passo por uma situação onde tenho consciencia de perdas futuras, dificuldades vindouras e problemas atuais.

Qualquer fuga disso agora seria como falhar no alicerce de uma construção.

Para que essa ladainha toda tenha um um efeito prático, é preciso se livrar de uma amarra: a noção de TEMPO.

O TEMPO não cura todas as feridas.O TEMPO não nos faz esquecer. O TEMPO tambem não espera ninguem.

O TEMPO é uma maneira de fazer com que a existência tenha uma ordem, porém ele se limita a ordenar o desenvolvimento MATERIAL e não abstrato.

O ser humano é um ser dotado de CONSCIENCIA. Atribuir isso a qualquer manifestação espiritual é um erro. Biológica? Ainda uma dúvida. Intelectual? Definitivamente não.

A CONSCIENCIA é a alma do TEMPO. São a mesma manifestação de necessidade e recompensa. É o oxigênio da evolução.

Se você não sabe porque respira sem precisar pensar para isso, talvez precise saber porque o tempo passa, ou porque a existencia material definha. A razão é uma só.

Para unir leigos a eruditos…

The Piano Guys:

(extraído da fonte inesgotável: Wikipedia…contribua com o seu conhecimento tambem…)

The Piano Guys (Os Rapazes do Piano) é um grupo musical americano composto por Jon Schmidt e Steven Sharp Nelson. Eles ficaram famosos através do YouTube, onde vêm postando vídeos de arranjos e misturas de músicas populares e clássicas, acompanhados de clipes de visual profissional. Seu primeiro álbum foi lançado em dezembro de 2011

Jon toca o piano e Steven toca o violoncelo – ambos utilizando os tipos elétrico e clássico.

Em muitas músicas, eles gravam várias trilhas de áudio que são misturadas. Ocasionalmente, eles também sobrepõem os vídeos das diversas trilhas para dar a impressão que muitos músicos idênticos estão tocando ao mesmo tempo.

The Piano Guys Hits Vol. 1:

Drop it:

http://www.4shared.com/zip/JzDmSzYe/PGVol_1.html

Primero álbum do grupo, lançado em dezembro de 2011.

Músicas:

  1. Michael Meets Mozart
  2. Moonlight
  3. Without You
  4. The Cello Song
  5. Rolling In The Deep
  6. Cello Wars (Radio Edit)
  7. O Fortuna (Carmina Burana)
  8. Bring Him Home (Les      Misérables)
  9. Charlie Brown Medley
  10. Rock Meets Rachmaninoff
  11. All Of Me

A “Edição Limitada” do álbum contém duas músicas adicionais:

  • More Than Words
  • Twinkle Lullaby

Nota:

The Cello Song

Este vídeo é um arranjo e adaptação original da primeira música da Suite para Violoncelo Solo (Prelúdio), de Johann Sebastian Bach, feito por Steven Sharp Nelson. Enquanto a música original continha apenas um solo de violoncelo, Steven a adaptou para 8 violoncelos, com a adição de material original. Foi postado no Youtube em 14 de junho de 2011. Na descrição, Steven explica que a música foi nomeada “The Cello Song” (A música do violoncelo) porque as pessoas sempre se referiam à música original de Bach dessa forma, já que ninguém conseguia lembrar o seu nome correto. ( o mesmo aconteceu comigo quando procurava por “Gavotte en rondeau” e tambem com “Gymnopedie“ do Eric Satie…acho que todos já passaram por isso um dia….)

Esse pensamento me fez lembrar de um amigo que mevoltou os olhos para mim mesmo e me fez ter inveja do pai que eu não sabia que existia dentro de mim até então.

Ao ver uma fotografia de LUIZ ” CABELO DE AÇO” CERQUEIRA (Coloque junto do nome a palavra “arembepe”no google que aparece alguma entrevista desse genial artista plástico, escultor, ativista, poeta, amigo e ser humano) embalando o sono de seu filho já crescido (16 anos) eu aprendi o que é o amor de um pai pelo seu legado e o valor de sua continuação.

Esse “Hippie” banguélo que tem mais histórias pra contar do que dread locks na cabeça me mostrou atributos que até então eu não sabia que tinha. Ele foi responsável pela construção de sua casa (a mais bonita e mais “onírica” de Arembepe) e pela cosntrução da minha personalidade…tudo isso apenas com sua hospitalidade e carinho. Sinto muito sua falta e espero poder visitar meu amigo em breve…

Ele é responsável pela união de pintura e poesia unidos na perspectiva de sua janela…

Atualmente tenho estado ocupado sendo o PAI que  aprendi a ser ao ver aquela foto.

Enquanto isso tenho lampejos de poesia que compartilho conforme posso…

Um amor perdido é como uma estrela:

Por mais inatingível e distante que esteja

Se torna nosso rumo e nos acaricia com sua luz gerada no passado

Mesmo que só agora nós tenhamos dado conta de que seu brilho é eterno.

Julio Cesar Antonio

 

…e claro um pouco de música…

 

Quando morava em Salvador BA, eu tive uma oportunidade que havia (sem querer) precognizado aos 15 aos de idade: Assistindo ao programa “Ensaio” da TV Cultura com articipação do cantor Paulinho Moska, eu disse a minha irmã – “Um dia eu quero conhecer esse cara…” –  tamanha era a simpatia e a bondade que se encontravam na sua forma de olhar.

A estética do programa possibilitava com que seu olhar (focalizado no entrevistador oculto) fosse claro e cândido. Suas palavras ao contar sobre processo de composição e sentimentos contidos nas letras despertaram em mim uma profunda sensação de afinidade e cumplicidade.

Anos depois (após muitas voltas na minha vida) eu estava a caminho da casa de um artista plástico, filho do já falecido e laureado artista plástico argentino Caribé, “Ramiro Bernabó”.

Um amigo meu alemão, tambem escultor, Markus Sandner, estava hospedado na “Casa da árvore” na propriedade de Ramiro.

Sua casa era um rodamoinho no qual artistas caiam e se conheciam de forma aleatória e inexplicável. Localizada em um condomínio fechado perto da orla de Piatã, era o local mais apropriado para essas sincronicidades acontecerem.

Quando cheguei, Markus estava “acordando” ás duas da tarde da balada do dia anterior no Pelourinho onde eu, ele e Ramiro conhecemos uns produtores de televisão americanos .Ramiro, como de costume estava curtindo sua eterna depressão e trauma de ser filho de um artista mundialmente reconhecido em seu ateliê, recebendo uma artista plástica (a coincidência mora nessa passagem) baiana, casada com um alemão e radicada em Campinas há 30 anos aproximadamente, Cristina Roese.

Enquanto Ramiro preparava uma ceia para todos, eu conversava com Cristina, que por acaso era amiga de minha ex professora de Artesanato na PUCC (saudades da Silvia) e não entendia porque eu havia trocado minha cidade por Salvador.

Ao saber que eu era de Campinas, Cristina me contou sobre sua obra no Shopping Dom Pedro (o qual eu só viria a conhecer com uma ex-namorada inglêsa um ano depois) e passamos uma hora bastante agradável.

Nos despedimos e em seguida, eu e Markus saímos pensando em onde ir  ou o que fazer naquela tarde maravilhosa em Salvador. Markus me falou sobre um show de graça no Parque Costa Azul.

O show em questão era o acústico do cantor Paulinho Moska.

Foi um dos shows mais perfeitos e agradáveis que assisti na vida.Só voz e violão.

Sua música me tocou de forma muito intima devido ao meu contexto (loucamente livre e descontrolado) na época.

Quando olhei para o lado, lembrei que eu tinha um “passaporte” para qualquer lugar da cidade: Um estrangeiro alto e ariano que poderia ser encontrado a kilometros de distancia e que não falava muito bem português!

Perguntei ao Markus se ele gostaria de conhecer o cantor. Ao ouvir um “JA!” empolgado, nos dirigimos ao backstage onde um segurança parrudo me perguntou o que eu queria. Respondi no meu melhor “baianês” que o gringo queria conhecer o “cantô”. Ele permitiu a entrada do meu amigo mas me barrou – Como o gringo vai falar com o cara? – perguntei falando bravo (pondo em risco meus dentes) e tive minha entrada garantida.

Moska é, como eu suspeitava, uma pessoa iluminada, de uma simplicidade impar e suave no trato com as pessoas.

Falamos da experiência de ser pai (embora eu estivesse “treinando” na época com uma filha que não era minha) e do jogo de palavras na música “Lagrimas de diamante” até então inédita.

Mas tudo isso só me veio a mente pelo fato de eu ter entendido algo escrito por ele muitos anos depois.

Entendi que na vida de um homem passam várias amizades, algumas paixões, poucas influências e apenas UM AMOR.

Tudo que eu gostaria de falar sobre isso ele já havia dito. E, anos depois de eu ter passado por isso tudo, o meu único e verdadeiro “AMOR” entendeu…

Poema declamado ao final da música Vênus:

Não falo do amor romântico,
Aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.
Relações de dependência e submissão, paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com amor.
Chamam de amor esse querer escravo,
E pensam que o amor é alguma coisa
Que pode ser definida, explicada, entendida, julgada.
Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro,
Antes de ser experimentado.
Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta.
A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado.
O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?
Minha resposta? O amor é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores,
O amor será sempre o desconhecido,
A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.
A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
O amor quer ser interferido, quer ser violado,
Quer ser transformado a cada instante.

A vida do amor depende dessa interferência.
A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,
Decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,
E nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.
Não, não podemos subestimar o amor e não podemos castrá-lo.

O amor não é orgânico.
Não é meu coração que sente o amor.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha
E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu
Como se fossem novas estrelas recém-nascidas.
O amor brilha.
Como uma aurora colorida e misteriosa,
Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,
O amor grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírio
Porque somos o alimento preferido do amor,
Se estivermos também a devorá-lo.

O amor, eu não conheço.
E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo,
Me aventurando ao seu encontro.
A vida só existe quando o amor a navega.
Morrer de amor é a substância de que a vida é feita.
Ou melhor, só se vive no amor.
E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.

Referências:

Markus Sandner:

http://www.markussandner.de/

Ramiro Bernabó:

http://ramirobernabo.com/

Cristina Roese:

http://www.mamcampinas.com.br/de-1980-a-1989/131-1983-cristina-roese.html

Hoje é Quarta feira. Dia distante, tanto da depressão da segunda feira quanto da ansiedade da sexta.

É o dia em que fico mais insuportável e busco algo ou alguem pra poder descarregar os pensamentos gerados pelos comportamentos/idéias idiotas (ao meu ver…e meu ver usa óculos escuros na quarta) que vejo ao redor frequentemente.

Hoje acordei pensando na teimosia. É uma herança de família.

Não penso na teimosia como sendo uma característica ruim. Sempre defendi e defendo a idéia de que QUALQUER característica, quando levada a um extremo ou outro de suas polaridades se torna nociva. Claro que outros fatores atenuam ou agravam seus méritos ou defeitos.

Tomemos como exemplo a teimosia do povo Judeu em peregrinar (fugir covardemente) pelo deserto durante 40 anos (embora esse fato não seja comprovado históricamente e trajeto deles foi considerado circular….ou seja: se perderam no deserto por um curto período de tempo dando voltas em circulos…). Na cultura judaica isso é considerado exemplo de fé e de DETERMINAÇÃO do povo e lembrado sempre. (a mesma determinação com que tem invadido, desde 1948, terras Palestinas como o MST faz no Brasil- sem direito e de forma violenta por serem considerados “desfavorecidos”)

Podemos tambem pegar a teimosia do nosso ex-presidente Luiz Inácio “MULA” (no sentido do animal “teimoso”, sem ser pejorativo…) da Silva e considerar como PERSISTÊNCIA, fato positivo na sua carreira política que lhe rendeu dois mandatos presidenciais.

Ou a Teimosia (neste caso PERSEVERANÇA, ao meu ver) do cantor Amado Batista. Há anos sendo considerado o maior vendedor de discos no Brasil para um público restrito ao gênero, portanto pode se considerar “seleto”, mesmo se tratando de música rotulada como BREGA ou “de corno” para quem preferir,  sem incomodar a a mídia de massa com campanhas repetitivas ou pagando “jabá” para as rádios (rádio…existe ainda esse meio de comunicação?…eu trabalhei em rádio AM 20 anos atrás…) para tocarem suas músicas.

O Senhor Amado Batista é um bom exemplo da Inteligência usada de forma sutil e adequada em prol do lucro merecido. Ele merece mais respeito e reconhecimento do que os “MÚSICOS” (eu tenho verdadeira revolta quando vejo essa escória ser tratada assim) louvados pela mídia de massa. A lista é muito grande por isso vou usar só 3 nomes recentes: Luan Santana, Michel Teló e Thiaguinho.Acho que é o sufiente para ilustrar a mediocridade artistica vendida hoje em dia.

Vamos trazer mais pra perto, pra uma realidade mais acessivel a outros, um bom exemplo de teimosia (infelizmente incomoda e nociva) utilizada na publicidade.

A NEXTEL (frisando que o produto em sí é ótimo.Espero que minha crítica atinja apenas aos estrategistas publicitários da empresa) tem levado há UM TEMPO MUITO LONGO para os padrões de propaganda, uma estética publicitária que visa atingir um publico nítidamente restrito ou “seleto” como dito anteriormente.

Sua propaganda mostra gente com ar de vencedora e perseverante. Sem medo do futuro e que faz parte do mesmo de forma atuante e inteligente. Escalou atores, profissionais de mídia, músicos e artistas para encarnar esse “way of life”, de peito cheio, cabeça erguida e dinamismo representado pela caminhada firme e “determinada”.

Acredito que essa estética limita seu público e valoriza a IMAGEM em detrimento do público POTENCIAL que procura por uma empresa de telefonia que tem, como serviço alternativo e adicional o RÀDIO (sim…ele ainda existe) que é lembrado de forma IRRITANTE através do “barulhinho mau” que o aparelho emite (som que pode ser diminuído inclusive, fato que poucos sabem e reclamam dessa chateação) distanciando esse público de um serviço ótimo que tem sido estigmatizado por campanhas CANSATIVAS e sem criatividade. Campanhas que tem como motor a idéia de que a estratégia “FACEBOOKIANA” de formar redes de amigos e grupinhos fechados vai aumentar as vendas do serviço assim como a página nefasta consegue na rede ( que, aliás tem vida útil limitada. É bom pensar nisso).

Essa característica destoa completamente da versatilidade e do alcance do produto. Outras empresas de serviço bem (BEM MESMO) inferior como a CLARO (nunca tive nem terei um…) tiveram campanhas isentas de estereótipios e “roupinhas mudérnas”  dando enfase no bem estar (lembra daquela propaganda das bolinhas vermelhas? ) que é facilmente assimilado pelo cérebro humano (por mais vazio que o seja) e expandiu seu domínio mesmo sendo medíocre.

É o momento onde a TEIMOSIA se tornou INTRANSIGÊNCIA. E isso só traz desconforto para o cliente, que é obrigado a ver uma campanha repetitiva de um artista (igualmente bom, com seus méritos artisticos e perseverança) que tem um público “seleto e limitado”, no caso a Maria Gadú, se tornar cansativo ao ponto de o expectador trocar de canal ou dar SKIP após os 5 segundos no YOUTUBE (essa coisa de propaganda no youtube é a pior coisa que surgiu recentemente) para não ter de olhar mais aquele par de óculos ou a estética “ORKUTIANA” de testimonials dos amiguinhos (carinha feliz dizendo o quanto a amam e são gratos) que não funciona na tela só estão tornando o produto mais distante do público como tambem da cantora.

Acreditar que, só porque os “Monstros sagrados da MPB” são seus padrinhos podem elevá-la a um pedestal de diva da música não dá o direito de tornarem a coitada motivo de riso (comparada ao besouro chinês da Cobrinha azul) ou de aversão (“Maria , Maria” está cansando já….) em prol de uma campanha que não funciona e que, creio eu, só existe por causa da teimosia de gente que se considera gênio em um campo congestionado pelo excesso de profissionais fracos gerados pela década passada e retrasada quando PUBLICIDADE E PROPAGANDA eram as profissões do momento.

É! Hoje eu tô insuportável mesmo…..

Música pra tirar “MARIA, MARIA” da cabeça: 11. Creation chapter 3 Autonomy.

Acyl (Argélia)- Algebra

“Algebra” foi lançado na Europa no fim do mês de Janeiro pela gravadora francesa M & O Music, apresentando um som cuidadosamente desenvolvido, complexo e dinâmico, e não a toa sendo considerado um dos grandes álbuns do ano.

Ritmos étnicos do Oriente Médio e cantos ritualísticos já aparecem na abertura do disco com “Ungratefulness”, mesclado ao Metal com interessantes nuances de musica árabe (são oriundos da Argélia). Essa tendência fica ainda mais forte na cadenciada “Head On Crash”, graças aos vocais de apoio, e na incrível “Al Kiama”, dividida em dois capítulos – “Caldeira” e “Cirat” -, sendo a primeira mais melódica e a segunda apostando em mudanças de andamento quase teatrais. E o que falar então do flerte com o Jazz em “Barzakh” e a forma como o seu tempo quebrado encaixou perfeitamente com os instrumentos étnicos? Um dos melhores momentos do álbum.

A curta instrumental “Back To Death” faz a ligação com mais uma faixa dividida em duas partes: “Babyl – Chapter 1: The False Gods” cresce partindo de arranjos acústicos e vocais limpos até passagens extremamente calcadas no Death e no Groove Metal, mudando completamente mais uma vez com “Babyl – Chapter 2: Weak And Proud”, que foca em soar tipicamente Progressiva e melódica. Mais uma faixa dividida, “Creation” é uma trilogia composta por “Demiurge”, “The Mold” e “Autonomy”, que basicamente compõe uma belíssima balada de mais de dez minutos, passeando por instrumentos acústicos e arranjos simples até o encerramento carregadíssimo de ritmos étnicos que realmente transportam o ouvinte para o ambiente do disco. Não fosse apenas isso, mais uma bonita faixa, “Hijrah”, fecha o álbum e tem o mérito de deixar você com a esquisita (mas não desagradável) sensação de ainda estar imerso na atmosfera que as músicas criam mesmo depois que elas acabam.

Em resumo, “Algebra” é um disco belíssimo e interessante, um dos mais expressivos álbuns de estreia dos últimos anos. O som do Acyl é bem calcado nessa mistura de Metal com ritmos étnicos do Oriente Médio, algo que bandas como o Myrath já faz há alguns anos. Porém, de forma alguma isso faz com que a sua música seja menos impactante, muito pelo contrário, aliás, pois o universo que eles conseguem transportar o ouvinte é muito diferente. E a riqueza de detalhes presentes nesse universo é tamanha que deve ser absorvida aos poucos, acompanhando calmamente cada passagem, uma experiência digna de um excelente álbum de Progressivo.

01. Ungratefulness
02. Head On Crash
03. Al Kiama – Chapter 1: Caldeira
04. Al Kiama – Chapter 2: Cirat
05. Barzakh
06. Back To Death
07. Babyl – Chapter 1: The False Gods
08. Babyl – Chapter 2: Weak And Proud
09. Creation – Chapter 1: Demiurge
10. Creation – Chapter 2: The Mold
11. Creation – Chapter 3: Autonomy
12. Hijrah

Lineup:

Amine Benotmane – Vocal / Guitarra / Oud / Bendir / Derbouka / Karkabou
Reda Ourdani – Guitarra / Bendir / Karkabou
Abderrahmane Abdallahoum – Guitarra
Salah Boutamine – Baixo
Michael Varas – Bateria

* A resenha eu copiei de um site de metal ( Radio Rock Clube # Amparo-SP/Brazil – obrigado mesmo! ) só dei uma polida nos termos superlativos que os metaleiros costumam usar e retirei crédito de algumas bandas usadas como exemplo que não me agradam. Mas ilustrou bem o que é o disco.

http://fileshare3330.depositfiles.com/auth-13335688081d14c72a286e0d9013146f-201.82.241.69-1417875560-107556576-guest/FS333-7/acyl-algebra-2012.rar